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terça-feira, 20 de abril de 2010

O LIVRO VIRTUAL

Um novo mar (sem cor) Por Maria José Silveira Ontem li um artigo de uma editora independente americana onde ela conta como salvou sua pequena editora da falência ao passar a fazer livros digitais. A história é incrível e quem quiser acessá-la na íntegra o link é: http://digitalbookworld.com/2010/discoverability-still-a-books-biggestproblem/#axzz0l0IIohBI Para editores, o artigo é uma aula e tanto. Para mim, como escritora, o que concluí foi o que já andava percebendo: se não me integrar rapidinho às redes sociais virtuais, estou condenando meus livros ao ostracismo. Como ostracismo, no caso, significa desencontro com leitores, e como sou daquele tipo de escritora que escreve exclusivamente para eles, estaria, no mesmo tacho, condenando também minha pessoa de escritora à extinção. O problema é que essa coisa virtual toda, eu sabia, me daria muito trabalho, ocuparia meu minguado tempo, seria mais um compromisso do meu já compromissado dia, e era isso o que me fazia relutar, e adiar, e deixar passar mas... bem: eu vivo no mundo de hoje ou em que mundo vivo? Pulei nesse mar. O que me deu um trabalho danado (e continua dando). Passei o dia me inscrevendo no Facebook, e passei a noite pensando no que terei que fazer para abrir urgente um site/blog. Quando publiquei meu primeiro livro, meu ideal era muito claro: ser daquele tipo de mãe desnaturada que põe o filho no mundo e simplesmente o deixa seguir. Ele é que estaria se expondo nas estantes, sua capa é que seria fotografada – não eu. Ele é que teria os olhos dos leitores sobre si, enquanto eu ficaria feliz no bem-bom da minha toca, seguindo sua trajetória de longe, feliz da vida vendo-o se virar por aí, recebendo críticas elogiosas (evidente), prêmios, convites para isso ou aquilo. Eu quase podia vê-lo, alvoroçado, dando entrevistas, atendendo telefones, respondendo e-mails, aparecendo na TV. Ele sempre – não eu. Mas o cruel mundo real é outro. O cruel mundo real não quer só o livro, quer você. Quer ver sua cara de escritor, o formato do seu nariz, o jeito de sua fala. Quer esmiuçar você. Em geral para se decepcionar, como bem disse Margaret Atwood: “Querer conhecer um escritor porque gostamos do livro que ele escreveu é como querer conhecer o pato porque gostamos do patê.” Na maioria das vezes o escritor é mais velho, mais gordo, mais baixo, bem menos brilhante do que seu livro deixava a entender. Atualmente a situação ficou ainda pior e, em muitos casos, parece que o processo se inverteu: você, o autor, é que virou o patê e, caso goste de você é que o leitor vai querer conhecer seu pato. Além de escrever um livro que interesse ao leitor, e trabalhar para que o leitor possa saber que esse livro existe, o autor ainda tem que fazer o leitor se interessar por sua pessoa de carne e osso – que a essas alturas estará exausta, ensimesmada, olhos perdidos, perguntando a si mesma afinal, onde vim parar e o que é mesmo que eu sou? Vá lá saber as respostas! Ainda bem que no caso do Facebook e redes virtuais parecidas tudo é só brincadeira. Tipo hora do recreio. Aceno gostoso e descompromissado a amigos antigos, amigos novos, amigos desaparecidos e por aparecer. Que venham, então, as ondas desse mar de borbulhas. E se ele é virtual e sem cor, suas borbulhas não. Tem gente viva por trás, diversa, respirando, colorida. Acho que vou gostar. Extraído: http://ow.ly/1AF4G .

Um comentário:

  1. Olá,
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