Seguidores

Arquivo do blog

segunda-feira, 31 de maio de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO
64. Pendura o barbante no teto. Amarra na ponta um pequeno prego. Com a força do pensamento balança-o pra cá, pra lá. O poder dos seus olhos apaga a chama de uma vela. Só não consegue, ai, calar a maldita bruxa.

REFLEXÃO

Mais de 50% dos adolescentes infratores não deveriam estar presos
Apesar de o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) prever que o infrator somente poderá cumprir medida de internação quando se tratar de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou atentado à vida, a situação nacional é bem diferente. Segunda a subsecretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Carmem Oliveira, mais da metade dos adolescentes presos não cometeram delito grave. "Hoje mais de 50% dos adolescentes internos cumprem medida de internação por cometerem delitos contra o patrimônio [roubo ou furto], e é o primeiro ingresso na instituição. Eles não deveriam ser internos e sim cumprir medidas alternativas, como prestação de serviço", afirma. De acordo com a subsecretária, outro problema são os prazos excedidos na medida de internação provisória. Segundo Carmem, o estatuto prevê que os adolescentes não fiquem mais do que 45 dias até o juiz tomar a decisão definitiva, mas quase um terço dos adolescentes em unidades provisórias tem seus prazos excedidos. O levantamento sobre adolescentes em conflito com a lei divulgado nesta semana mostrou redução no ritmo de crescimento do número de adolescentes cumprindo medidas socioeducativas de internação, semiliberdade e internação provisória. De 2008 para 2009, houve crescimento de apenas 0,43%. Alguns estados, no entanto, destoam da média nacional. O maior crescimento aparece nos pequenos sistemas socioeducativos, especialmente no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste. De 2008 para 2009, houve crescimento na taxa de internação de 81% em Alagoas, 79% no Rio Grande do Norte, 75, 8% no Tocantins, 50% no Amapá, 36% em Goiás e 25,8% no Acre. Carmem ressaltou que esses estados ainda carecem de Justiça especializada e que os casos acabam sendo encaminhados para uma vara criminal ou de família no qual os juízes não dominam o Estatuto da Criança e do Adolescente e sentenciam a prisão, contribuindo para o crescimento dos números. "Via de regra temos a inexistência de um sistema de Justiça especializado, não é um juiz da Infância e da Juventude é um juiz de vara criminal ou de Família e, por distorções na aplicação do ECA, ele acaba privilegiando a medida de internação que deveria ser excepcional e transitória." (Da Agência Brasil – 22/05/2010) Extraído: http://ow.ly/1SdX3 .

CADERNOS DE SARAMAGO

"Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
Babel
Todos os dicionários juntos não contêm nem metade dos termos de que precisaríamos para nos entendermos uns aos outros. In O Homem Duplicado, Editorial Caminho, 2.ª ed., p. 127

GEL NO BAR DA MONTANHA EM LIMEIRA

gel musico: Gostaria de convidar a todos para prestigiar a apresentação da minha banda no "Bar da Montanha" (Classicos do Rock Nacional dos anos 80). Dia 12/06 Sábado (dia dos namorados) Os solteiros também estão convidados..... Abraço à todos..............

CADASTRAMENTO E CONSELHO DE CULTURA

Cultura discute cadastramento e conselho Na noite da última quarta-feira, 26 de maio, dirigentes da Secretaria da Cultura de Limeira e delegados eleitos durante a 1ª Conferência Municipal da Cultura, realizada em outubro do ano passado, estiveram reunidos. O encontro ocorreu no Palacete Levy. O secretário da Cultura, Adalberto Mansur, apresentou os trabalhos feitos pela pasta nos últimos meses. Os diretores da secretaria, Juraci Soares Requena, Fábio Ribeiro da Silva e Galdino Clemente, e a coordenadora Raquel Belzi Pereira detalharam alguns desses itens. Dos delegados eleitos, dois estavam presentes – Fernanda Moreira, produtora da área musical, e Otacílio César Monteiro, que atua na literatura e na música. Os outros três delegados se ausentaram por problemas particulares ou de saúde. Mansur ressaltou que a secretaria seguirá ouvindo essas lideranças, que foram eleitas em votação durante a conferência. “A secretaria quer ser parceira dos produtores culturais e artistas do Município. Fazemos sugestões quanto à forma de ação, mas a produção é de responsabilidade deles”, disse Mansur. Uma das iniciativas solicitadas durante a conferência está próxima de ser realizada, que é o cadastramento dos artistas de Limeira. Detalhes técnicos estão perto de serem fechados, segundo o diretor Juraci Soares Requena. Ao mesmo tempo, os delegados reafirmaram a necessidade da criação do Conselho Municipal da Cultura. Uma apostila sobre formas de atuação do conselho foi apresentada por Fernanda Moreira. A secretaria disponibilizou cópias para os delegados e diretores, no sentido de que seja estudada uma proposta a respeito do assunto. “Considero importante nesse momento de interação com os artistas e produtores que o conselho seja pensado de forma a ter uma ampla atuação da comunidade”, disse Mansur. Em junho, ocorrerá nova reunião a respeito desses temas. Prefeitura de Limeira Secretaria Municipal da Cultura (19)3451.0502 culturalimeira@yahoo.com.br www.culturalimeira.blogspot.com www.twitter.com/culturalimeira

TEATRO MÁGICO E PEREIRA DA VIOLA EM CORDEIRÓPOLIS

Shows marcam o aniversário de Cordeirópolis As comemorações pelos 62 anos de emancipação político administrativa do município de Cordeirópolis começam no próximo dia 1º de junho e contam com vários eventos promovidos pela prefeitura, e dentre eles shows com grandes nomes da música brasileira. No dia 10 de junho, quinta-feira, às 20h, haverá show com a dupla sertaneja Markos e Marcello que são considerados os filhos de Milionário e José Rico. Já no dia 11 de junho, sexta feira, a partir das 20h, haverá um show com o grupo Teatro Mágico que mistura música com espetáculos circenses, no dia 12 de junho, sábado, a partir das 20h, será a vez de Jair Rodrigues e Pereira da Viola comandar a festa, e por fim no dia 13 de junho, domingo, a partir das 20h, para fechar com chave de ouro a dupla Milionário e José Rico se apresenta na paca central. Segundo o Secretário de Cultura, Turismo e Eventos de Cordeirópolis Nivaldo Menezes, a expectativa de publico é de 5 mil pessoas por noite “Estamos esperando um grande público pois os shows são de altíssima qualidade e voltado para todas as idades e todos os gostos musicas”, afirmou. Além dos shows, no 1º de junho haverá a abertura oficial da Semana do Meio Ambiente a partir das 20h, no teatro municipal Ataliba Barrocas. Também haverá no dia 5 de junho, a partir das 15h, o passeio ciclístico ecológico que sairá em frente da Escola Coronel José Levy. Já no dia 6 de junho, a partir das 9h, acontece o tradicional desfile cívico que será realizado na Rua Carlos Gomes. No dia 9 de junho, das 7h às 22h, acontece o Cine Afro que é uma mostra de filmes da cultura afro. O evento acontecerá no teatro municipal Ataliba Barrocas. Outra novidade na programação são as exibições em telões dos jogos da Seleção brasileira. Os jogos serão exibidos no Salão Social Maria de Lurdes Arrais, o Cordeiro Clube. No dia 15 de junho será Brasil X Coréia do Norte, no dia 20 de junho Brasil X Costa do Marfim e no dia 25 de junho Brasil e Portugal. Além disso, haverá também exposição de carros antigos, quadros, desfile cívico, apresentação de orquestras e oficinas ambientais entre outros eventos. ___________xxx__________ Prefeitura Municipal de Cordeirópolis Assessoria de Imprensa Praça Francisco Orlando Stocco, 35, CEP-13490-970 Telefone: 3546-5538

VENCEDORES DA ETAPA DE LIMEIRA DO VIOLA DE TODOS OS CANTOS

Mais acústico, “Viola” no teatro ganha elogios
A quarta eliminatória do festival “Viola de Todos os Cantos” ocorreu na noite de sábado, 29 de maio, em Limeira. A etapa do festival de música raiz e regional lotou o Teatro Vitória. Com um formato mais acústico, o evento ganhou elogios do público e dos artistas. “O teatro é o local ideal para a nova proposta do festival”, disse Paulo Brasileiro, da área de eventos da EPTV, emissora que realiza a iniciativa em parceria, na região de Campinas, com a Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria Municipal da Cultura. “A plateia se sente bem melhor com essa forma de apresentação. Há maior conforto e os artistas estão mais próximos”, avaliou o secretário da Cultura de Limeira, Adalberto Mansur. Quem ganhou muitos aplausos foi o grupo de dança da Escola Municipal de Cultura e Artes (Emcea), da Secretaria da Cultura de Limeira. Cerca de 30 alunas e alunos de várias idades fizeram a coreografia que abriu o festival, tendo sido ensaiados pela professora Aline Savazzi, da Emcea. Outro professor da Secretaria Municipal da Cultura, Eduardo Barsotti, integrou o corpo de jurados. Os compositores José Raimundo Andrade e Edu Ramos foram os vencedores da eliminatória. Essa foi a penúltima fase classificatória do evento realizado pela EPTV. A próxima etapa acontece no Sul de Minas Gerais, em Varginha, em 5 de junho. A final será no próximo dia 12 de junho, em São Carlos. Vindo de Varginha, José Raimundo defendeu a música "Zóio D'Água", na categoria regional. Já Ramos, que é de Estiva Gerbi, cantou "A Disputa" pela modalidade raiz. O prefeito Silvio Félix entregou a cada um deles o cheque simbólico de R$ 1 mil que cada um recebeu pela vitória na etapa. Ainda há a premiação final, num total de R$ 60 mil em dinheiro. “Limeira é uma cidade que apoia cultura, a música regional“, disse Silvio Félix, que estava acompanhado da primeira-dama Constância Félix. Doze canções foram apresentadas, seis em cada categoria. As torcidas chamavam a atenção, com faixas e camisetas relativas aos competidores preferidos. Antes da premiação, houve um show de Yassir Chediak e Rodrigo Sater, a dupla Thiago e Juvenal, da novela "Paraíso", da Rede Globo. Yassir não escondeu a emoção após o show. “A interatividade com a plateia é bem maior em um teatro como esse”, disse Yassir. Já Rodrigo, que é irmão de Almir Sater, destacou a participação das pessoas em cada canção, tanto dos concorrentes como do show realizado pela dupla. O humorista Barnabé também trouxe “causos” e piadas. Agora o município se prepara para sediar a nona edição do “Canta Limeira”, que integra o calendário de festivais da cidade. As inscrições vão até 18 de junho para compositores de todo o país, com temática livre. Informações podem ser obtidas no blog da secretaria municipal, http://www.culturalimeira.blogspot.com/ , ou por meio do endereço eletrônico www.festivaisdobrasil.com.br/cantalimeira/index.htm . Prefeitura de Limeira/SP Secretaria Municipal de Cultura (19)3451.0502 culturalimeira@yahoo.com.br http://www.culturalimeira.blogspot.com/ www.twitter.com/culturalimeira

sábado, 29 de maio de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO
63. O pai telefona para casa: - Alô ? -.... Reconhece o silencio da tipinha. Você liga? Quem fala é você. - Alô, fofinha. Nem um som. Criança não é, para ser chamada fofinha. Cinco anos, já viu. - Oi, filha. Sabe que eu te amo? - Eu também. “Puxa, ela nunca disse que me amava.” - Também o que ? - Eu também amo eu.

PUNIÇÂO AOS TORTURADORES E ASSASSINOS DO GOLPE DE 64

ENTREVISTA: Anistia não foi feita para agentes do Estado Sob críticas de organizações sociais e ex-presos políticos, o Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH-3) teve sua redação final publicada depois de cinco meses de intensas disputas políticas. Ao final, os militares foram os maiores beneficiados. O governo eliminou a expressão “repressão ditatorial” do texto e renunciou à proposta de se alterar o nome das praças e logradouros públicos que homenageiam torturadores. Em sintonia com o Poder Executivo, semanas antes o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente a ação da Ordem dos Advogados do Brasil, que pedia a apuração dos crimes de lesa humanidade, praticados pelos agentes da repressão, durante a ditadura militar. A Corte entendeu que os crimes foram perdoados pela Lei de Anistia, de 1979. A vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, professora Victória Grabois, teve o pai, esposo e irmão mortos na Guerrilha do Araguaia (entre 1972 e 1975). Ambos eram filiados ao Partido Comunista do Brasil (PC do B). Em entrevista à Radioagência NP, ela afirma que a Lei de Anistia foi feita para os opositores do regime que cometeram crimes políticos e não para os agentes do Estado. Radioagência NP: Victória, chamar os crimes da ditadura de violações dos direitos humanos altera a essência dos atos de violência praticados? Victória Grabois: O Estado pode praticar violações de direitos humanos, mas as pessoas físicas também podem. Na questão da época da tortura, precisamos conceituar bem. Era uma política do Estado brasileiro, uma política do Estado ditatorial. Claro que eles cometeram violações dos direitos humanos, mas foram violações do regime de exceção. RNP: Qual a sua interpretação para a decisão do STF, que considerou perdoados, pela Lei da Anistia, os crimes cometidos por agentes da repressão militar? VG: Crime conexo foi feito para quem cometeu crime político. Vou dar um exemplo. Eu, particularmente, cometi um crime político. Eu tinha uma outra identidade. Trabalhei e estudei com outra identidade. Enfim, cometi um crime de falsidade ideológica. Então, eu fui anistiada nos crimes conexos da lei de Anistia. Anistia não foi feita para agentes do Estado. Porque não podia se auto-anistiar. Eu não podia chegar lá e me auto-anistiar. Anistia não foi feita para os agentes do Estado. Isso não está escrito. Eles fizeram essa interpretação. Eu não considero uma interpretação, isso não é interpretação. A Lei da Anistia foi feita para os opositores do Regime Militar, de 1964 até 1985. Não foi feita para os torturadores e agentes do Estado. RNP: Essa resistência em investigar os crimes ditatoriais é comum em outros países? VG: “O Brasil é o país mais atrasado da América Latina em relação aos mortos e desaparecidos políticos durante regimes ditatoriais. Na Argentina, no Chile, no Uruguai, entre outros países, conseguiram vários avanços neste sentido e aqui estamos retrocedendo.” RNP: Podemos considerar que as violações de direitos humanos cometidas atualmente por policiais são uma herança da ditadura? VG: As polícias Militar e Civil reproduzem o modelo da época da ditadura militar porque sempre houve impunidade. No Brasil ninguém nunca é punido, um agente do Estado nunca é punido por ter cometido uma atrocidade, um crime de lesa-humanidade. RNP: Os torturadores alegam que eles cumpriam ordens e, por isso, não devem ser responsabilizados. Isso procede? VG: As pessoas que sujavam suas mãos ganhavam mais por isso. Ganhavam gratificação por torturar. Todos precisam ser punidos, mas os oficiais são os maiores responsáveis. O que precisa ficar claro, é que era uma política de Estado, não era coisa da cabeça dos generais. Era uma política do Estado. ‘Vamos torturar porque a tortura é o limite do ser humano. A gente tortura que ele fala’. Por que o exército não deixa abrir os arquivos da ditadura? Porque vai mostrar o que eles faziam. O Exército nos venceu aqui, mas não foi uma vitória militar. Foi uma vitória da tortura, da “deduragem”, do que havia de pior. De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
Extraído: http://ow.ly/1RwYd .

REFLEXÃO

Editorial do n.12 da Revista Global/Brasil @revistaglobalbr
Vocês que vivem seguros em suas cálidas casas, vocês que, voltando à noite, encontram comida quente e rostos amigos, pensem bem se isto é um homem que trabalha no meio do barro, que não conhece paz, que luta por um pedaço de pão, que morre por um sim ou por um não (…) Pensem que isto aconteceu: e lhes mando essas palavras. Gravem-na em seus corações, estando em casa, andando na rua, ao deitar, ao levantar repitam-nas a seus filhos. Ou senão, desmorone-se a sua casa, a doença os torne inválidos, as seus filhos virem o rosto para não vê-los. Primo Levi 1) A centralidade paradoxal da vida dos pobres nas metrópoles brasileiras: Biopoder versus Biopolítica Como tudo no capitalismo, a favelização foi e é um processo contraditório. A chegada dos pobres nas cidades tem (pelo menos) dois grandes determinantes: - o primeiro determinante é a persistência do latifúndio (inclusive graças à ditadura que reprimiu os movimentos camponeses e continua encontrando amplo apoio naquela mídia que lhe deve concessões estatais e proteção econômica), que expulsou a população rural do campo (do mesmo jeito que a abolição tardia da escravidão acabou empurrando os escravos libertos para a formação das primeiras favelas); - o segundo determinante é o movimento de resistência que atravessou o país com o êxodo rural rumo a melhores condições de vida e trabalho, dentro do processo de urbanização e para além de sua capacidade de absorção industrial (da mesma forma que os quilombos, as favelas foram também zonas de autoconstrução de espaços urbanos de resistência, persistência dos pobres a viver, desejar, dançar, criar). Assim, a fuga dos retirantes, a exemplo do Presidente Lula (o mais popular que o Brasil já teve e que proporciona ao país uma popularidade mundial sem precedentes) foi um movimento paradoxal: fruto de relações de poder iníquas (desiguais, racistas e neo-escravagistas) e, ao mesmo tempo, terreno de resistência, luta e invenção. As favelas (e as várias formas de ocupação ilegal, informal, desordenada do solo urbano – ou em via de urbanização) que constituíram nossas “pobres grandes cidades” são também o emblema dessa ambiguidade. As favelas são, ao mesmo tempo, a vergonha de um poder que trata os pobres como lixo e o orgulho da resistência dos pobres que constituem tudo que é riqueza e valor do Rio de Janeiro e do Brasil. Elas são um estorvo que a elite neo-escravagista continua a sonhar em poder remover para a periferia, em tornar invisível. Mas, elas são também o espaço da dignidade das velhas e novas guardas de pobres que lutam e inventam, resistem e criam. Em cidades como o Rio de Janeiro, mais do que em outras, as relações de poder e de produção atravessam e são atravessadas pelos embates que dizem respeito às favelas e aos pobres. O grande desafio do bloco de poder – uma mistura sui generis de elites arcaizantes bem representadas pelos grandes meios de comunicação, segmentos institucionais de tipo mafioso (ligados à corrupção e ao tráfico) e setores tecnocráticos (das grandes empresas e do aparelho do Estado) – tornou-se o de regular as vidas dos pobres por meio do controle do processo e do fenômeno de favelização. Por isso, esse bloco de poder se apresenta como um bloco de Biopoder, um poder organizado sobre a vida dos pobres. O grande desafio das lutas populares também passou a ser, com a abertura democrática, a organização dos pobres e a construção de uma forma de representação adequada a essa subjetividade social, uma subjetividade que se expressa e se constitui nas formas de resistência e construção da cidade pelos e para os pobres: nas favelas e nas várias formas de “informalidade”, quer dizer, nas formas de direito constituídas desde baixo, nas ruas, nas redes de socialização dos pobres, completamente separadas do formalismo jurídico do Estado. A clivagem social e ética parece nítida: o poder, de um lado; os pobres do outro. Porém, uma vez traduzida em termos políticos, essa clivagem não se mantem mais. Os setores “progressistas” (modernizadores, poderíamos dizer) dos dois blocos (o da “direita” e o da “esquerda”) convergem numa visão negativa da pobreza e dos pobres; uma convergência que se traduz, por exemplo, no uso e no abuso – sempre pejorativo – do termo “populismo”. Os pobres são um problema, e se não aceitam as “soluções” tecnocráticas e burocráticas que os “governantes” pensam para eles, é que merecem mesmo a miséria na qual se encontram, e até o risco que correm por persistir em morar nos morros. Ou seja, são vidas que não merecem serem vividas! Emblemática a análise de André Singer (militante do PT) sobre o que ele chama de “lulismo”: um tipo de “bonapartismo” sustentado pela “base sub-proletária” que “não consegue construir desde baixo as suas próprias formas de organização”1. No Rio de Janeiro, essa “direita” e essa “esquerda” constituíam (e, em parte ainda constituem) as duas faces de uma mesma moeda: a classe média e alta carioca, os ricos, e boa parte do funcionalismo público. Não por acaso, essa convergência aconteceu de fato em 1994, por ocasião de uma “com-juntura” (junção de duas “urgências” = conjuntura) favorável a essa inflexão: por um lado, a necessidade – da parte do poder – de evitar por todos os meios que a experiência operária do PT paulista se radicasse no Rio a partir da vitória eleitoral de uma mulher, negra e favelada (a Benedita), implementando um PT realmente carioca (um PT dos pobres); pelo outro, a opção pelo oportunismo de um político egresso do brizolismo. leia a integra http://www.revistaglobalbrasil.com.br/

POESIA

Extraído: http://ow.ly/1Rww9 .

sexta-feira, 28 de maio de 2010

MOVIMENTOS SOCIAIS EM MOVIMENTO

Eleições Sindicais Chapa 1 lança site para debater propostas A Chapa 1 que representa a atual direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira e Região na eleição que será realizada nos dias 08, 09 e 10 de junho está, a partir de hoje, com seu site na rede: http://www.chapa1site.xpg.com.br/ . O site traz a apresentação dos 24 integrantes da Chapa, que trabalham dentro das principais empresas da categoria profissional.
No site, o internauta também pode encontrar as principais propostas do grupo, links de entidades apoiadoras e um amplo leque de argumentos que diferencia o que pensa e o que já é realizado na ação sindical na base metalúrgica da região, daquilo que é feito nos sindicatos representados pela diretriz sindical da chapa oponente.
O lançamento do site pela Chapa 1 tem duas finalidades básicas: facilitar o contato com os metalúrgicos que têm alguma sugestão para acrescentar ao trabalho que está sendo desenvolvido e divulgar a disputa que está ocorrendo em Limeira para apoiadores de todo Brasil que não têm acesso aos materiais que estão sendo distribuídos para os trabalhadores nas fábricas de toda a base territorial da entidade. Para isso está sendo disponibilizado um e-mail para contato: chapa1site@gmail.com .
Estão aptos a votar nas eleições sindicais cerca de cinco mil metalúrgicos sócios a seis meses ou mais. 25 urnas entre fixas e itinerantes irão percorrer todas as fábricas metalúrgicas. A votação será encerrada às 18 horas do dia 10 de junho e logo em seguida é realizada a apuração dos votos.

MOVIMENTOS SOCIAIS EM MOVIMENTO

Chapa 1 que concorre à direção do sindicato quer ampliar direitos Representantes da “Chapa 1 - A Chapa do Sindicato”, que concorre à direção do Sindicato dos Metalúrgicos, informaram que um dos principais objetivos do grupo é ampliar e defender os direitos dos trabalhadores do setor. A votação, que conta com duas chapas concorrentes, ocorre no próximo mês. Segundo Wilson Cerqueira, um dos líderes da Chapa 1, caso eleito, o grupo continuará as ações fortes em defesa dos direitos trabalhistas. “Vamos continuar comprometidos em defender os interesses da classe por meio de plataformas fortes, destinadas ao direitos trabalhistas. Além disso, continuaremos com a devolução do imposto sindical, pois somos contra a cobrança em folha de pagamento. Outro ponto forte é a fiscalização. Pretendemos manter o acompanhamento às ações das empresas, realizando assembleias com os operários e verificando as Cipas, por exemplo”, explicou Cerqueira. O grupo, que é apoiado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), informou que manterá os projetos desenvolvidos no clube da categoria. “No espaço há capoeira, futebol, sauna e outros benefícios. Além de atender os sócios, há projetos sociais destinados aos bairros carentes da região”, disse Cerqueira. Para José Carlos Pinto, outro integrante do grupo, a gestão atual passa por uma revolução importante. “A cada ano, novos integrantes são incluídos no grupo. Para a próxima gestão, contaremos com seis mulheres na direção do sindicato. Além disso, nos últimos anos houve um grande investimento para a estruturação do sindicato. Atualmente, disponibilizamos atendimentos médicos e jurídicos, além de outras assessorias aos trabalhadores. Mantendo a direção, os metalúrgicos não correrão risco de sofrer um retrocesso nos direitos adquiridos”, informou. Questionado sobre um possível confronto entre as chapas nos dias de votação, Cerqueira afirmou que aguarda uma disputa democrática. “Não há motivos para que a eleição seja violenta. A vitória será apontada no voto”, finalizou. A classe conta com cerca de cinco mil sócios e o sindicato atende, além de Limeira, a outras sete cidades. A votação ocorrerá entre os dias 8, 9 e 10 de junho, em primeiro escrutínio, por meio de urnas fixas, instaladas na sede do sindicato, e itinerantes. (DM) Extraído: http://ow.ly/1R7bi .

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO
62. Dos teus anos perdidos de escola a única lição para sempre são os joelhos da professora.

BAHIA DE TODAS AS LETRAS

Leia a Matéria na Integra aqui: http://ow.ly/1R680

OLIVER STONE O CARA

Oliver Stone e o outro lado de Hugo Chávez Em 2009, o cineasta norte-americano Oliver Stone lançou um documentário chamado “South of the Border” e gerou polêmica nos EUA. Este documentário mostra os presidentes latino-americanos que ascenderam ao poder democraticamente e que estão fora daquela velha zona de influência dos EUA, como foram todas as ditaduras na região. O documentário mostra que esses líderes são humanos e estão no poder democraticamente, pois foram eleitos e reeleitos demonstrando a aprovação da maioria sobre seus governos. O documentário desfaz mitos perpetrados pela mídia norte-americana que passou a demonizar Hugo Chávez, o que foi seguido pelo resto da grande imprensa latino-americana, principalmente o PIG. O trabalho do cineasta compara e mostra a manipulação grotesca feita pela imprensa norte-americana em torno da maioria desses líderes, principalmente Chávez. O ator Sean Penn já havia feito algo semelhante em 2008, quando foi pessoalmente a Venezuela e Cuba para ver o que realmente acontece nesses países. Ele também entrevistou Chávez e Raúl Castro e teve uma outra percepção da realidade que estes países vivem com a interferência constante dos EUA em seus assuntos internos. No final da entrevista ele escreveu: “a maior parte das questões básicas sobre soberania nos permitem entender o antagonismo norte-americano contra Cuba e Venezuela, assim como contra as políticas desses países. Eles sempre tiveram só duas escolhas: serem imperfeitamente nossos ou imperfeitamente deles mesmos” Leia a matéria na integra aqui: http://ow.ly/1R5cX .

CADERNOS DE SARAMAGO

"Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
O silêncio Provavelmente está feito de suspiros o silêncio que precede o silêncio do mundo. In Cadernos de Lanzarote, Diário IV, Editorial Caminho, 3.ª ed., p. 204

quinta-feira, 27 de maio de 2010

ROCK GARAGEM EM COSMÓPOLIS

CAFÉ COM VIOLA

Neste domingo dia 30 de maio, acontece mais uma edição do Café com Viola O novo e o tradicional se encontram e com respeito alegram as manhãs de domingo.Entre uma moda de viola e outra, é servido um café da manhã regado a bolinho de chuva e bolo de fubá patrocinado pela Óptica Neila. As atrações deste mês são: • GRUPO ARQUIVO SERTANEJO de Cosmópolis • LUCAS e RUAN da cidade de Americana, e no intervalo a visita do convidado especial o sr Godoi, um dos componentes dos VOLUNTÁRIOS DA SAÚDE e a presença do poeta: Marcio Salustiano DIA: 30 de Maio de 2010- Domingo - Horário: 9 horas LOCAL: ESCOLA DR LUIZ NICOLAU NOLANDI Rua Monte Castelo,1039 - Jd De Fáveri- Cosmópolis - SP Realização: Secretaria de Cultura de Cosmópolis Apoio Cultural: Óptica Neila - CONSTRU FAVERI - BRULINE - INSTITUTO MONTESSORI Antonio Sergio dos Santos Secretário Municipal de Cultura 19 - 3872.2575 / 3812.3101

MOVIMENTOS SOCIAIS EM MOVIMENTO

JEF de Americana-SP em greve a partir do dia 31 de maio Os servidores do Juizado Especial Federal em Americana-SP decidiram nesta manhã (11 hs) aderir ao movimento grevista nacional da categoria, a partir de segunda-feira, dia 31 de maio. A greve é pela aprovação de projeto de lei em trâmite na Câmara dos Deputados que reajusta os salários dos servidores do judiciário da União. Durante a greve não haverá atendimento ao público, a não ser os casos de urgência que serão atendidos em esquema de Plantão. Informou: José Benedito de Barros, Servidor da Justiça Federal em Americana-SP

A QUESTÃO DO IRÃ I

Um acordo e seis verdades José Luís Fiori 26/05/2010
"A mediação bem sucedida de Lula com o Irã alçaria o Brasil no cenário mundial." O Globo, 16 de maio de 2010, p. 38.
Na terça feira, 18 de maio de 2010, foi assinado o Acordo Nuclear entre o Brasil, a Turquia e o Irã, que dispensa maiores apresentações. E como é sabido, quarenta e oito horas depois da assinatura do Acordo, os Estados Unidos propuseram ao Conselho de Segurança da ONU, uma nova rodada de sanções ao Irã, junto com a Inglaterra, França e Alemanha, e com o apoio discreto da China e da Rússia.
Apesar da rapidez dos acontecimentos, já é possível decantar algumas verdades no meio da confusão: 1) A iniciativa diplomática do Brasil e da Turquia não foi uma "rebelião da periferia", nem foi um desafio aberto ao poder americano. Neste momento, os dois países são membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e desde o início contaram com o apoio e o estímulo de todos os cinco membros permanentes. Além disso, as diplomacias brasileira e turca estiveram em contato permanente com os governos desses países durante a negociação. A Turquia pertence à OTAN, e abriga em seu território armas atômicas norte-americanas. E o presidente Lula recebeu carta de estímulo do presidente Barack Obama, duas semanas antes da assinatura da visita de Lula, e a secretária de Estado norte-americana declarou - na véspera do Acordo - que se tratava da "última esperança" de solucionar de forma diplomática a "questão nuclear iraniana".
2) O que provocou surpresa e irritação em alguns setores, portanto, não foram as negociações, nem os termos do acordo final, que já eram conhecidos. Foi o sucesso do presidente brasileiro que todos consideravam impossível ou muito improvável. Sua mediação viabilizou o acordo, e ao mesmo tempo descalçou a proposta de sanções articulada pela secretária de Estado americana depois de sucessivas concessões à Rússia e à China. E, além disso, criou uma nova realidade que já escapou ao controle dos Estados Unidos e seus aliados, e do Brasil e Turquia.
3) A reação americana contra o Acordo foi rápida e ágil, mas o preço que os Estados Unidos pagarão pela sua posição contra esta iniciativa pacifista será muito alto. Perdem autoridade moral dentro das Nações Unidas e perdem credibilidade entre seus aliados do Oriente Médio, com a exceção de Israel, por razões óbvias. E já agora, passe o que passe, o Brasil e a Turquia serão uma referência ética e pacifista, em todos os desdobramentos futuros deste contencioso.
4) Existe consenso que a estrutura de governança mundial estabelecida depois da II Guerra Mundial, e reformulada depois do fim da Guerra Fria, já não corresponde à configuração do poder mundial. Está em curso uma mudança na distribuição dos recursos do poder global, mas não se trata de um processo automático, e dependerá muito da capacidade estratégica e da ousadia dos governos envolvidos nesse processo de transformação. O Oriente Médio faz parte da zona de segurança e interesse imediato da Turquia, mas no caso do Brasil, foi a primeira vez que interveio numa negociação longe de sua zona imediata de interesse regional, envolvendo uma agenda nuclear, e todas as grandes potências do mundo. A mensagem foi clara: o Brasil quer ser uma potência global e usará sua influência para ajudar a moldar o mundo, além de suas fronteiras. E o sucesso do Acordo já consagrou uma nova posição de autonomia do Brasil, com relação aos Estados Unidos, Inglaterra e França e, também, com relação aos países do Bric.
5) O acordo seguirá sendo a melhor chance para prevenir um conflito militar em todo o Oriente Médio. As sanções em discussão são fracas, já foram diluídas, não são totalmente obrigatórias, e não atingirão a capacidade de resistência iraniana. Pelo contrário, se foram aprovadas e aplicadas, liberarão automaticamente o governo do Irã de qualquer controle ou restrição, diminuirão o controle norte-americano e da AIEA, acelerarão o programa nuclear iraniano e aumentarão a probabilidade de um ataque israelense. Porque os Estados Unidos já estão envolvidos em duas guerras, e não é provável que a OTAN assuma diretamente esta nova frente de batalha, a despeito do anti-islamismo militante, dos atuais governos de direita, da Alemanha, França e Itália.
6) Por fim, o jornal "O Globo" foi quem acertou em cheio, ao prever - com perfeita lucidez - na véspera do Acordo, que o sucesso da mediação do presidente Lula com o Irã projetaria o Brasil, definitivamente, no cenário mundial. O que de fato aconteceu, estabelecendo uma descontinuidade definitiva com relação à política externa do governo FHC, que foi, ao mesmo tempo, provinciana e deslumbrada, e submissa aos juízos e decisões estratégicas das grandes potências.
José Luís Fiori é professor titular de economia política internacional do Núcleo de Estudos Internacionais da UFRJ, e co-autor do livro "O Mito do Colapso do Poder Americano", da Editora Record, 2008. Escreve mensalmente às quartas-feiras, no valor econômico.

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO
61. - Você conhece o antigo rótulo da Emulsão de Scott? Assim eu me sinto. Casada... Não, não. Cansada, isso. Curvada, sim. Ao peso do eterno bacalhau nas costas.

CADERNOS DE SARAMAGO

"Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
Aprendamos o rito
Põe na mesa a toalha adamascada, Traz as rosas mais frescas do jardim, Deita o vinho no copo, corta o pão, Com a faca de prata e de marfim. Alguém se veio sentar à tua mesa, Alguém a quem não vês, mas que pressentes. Cruza as mãos no regaço, não perguntes: Nas perguntas que fazes é que mentes. Prova depois o vinho, come o pão, Rasga a palma da mão no caule agudo, Leva as rosas à fronte, cobre os olhos, Cumpriste o ritual e sabes tudo. In Os Poemas Possíveis, Editorial Caminho, 3.ª ed., p. 81

ELEIÇÕES 2010

O bicho da maçã "Serra, o candidato do conservadorismo brasileiro, é um político que absurdamente aboliu a política, promovendo o auto-cancelamento" (O político que não negocia) Na abertura do filme O senhor das armas, o contrabandista Nicolas Cage diz: “Atualmente nos Estados Unidos uma em cada 12 pessoas, possui uma arma. Então nosso problema é o seguinte: como armar as outras 11”? Pois é. Querer o diálogo e a paz quando o que dá lucro é a guerra – e o capitalismo de desastre é prova disto – aparentemente seria algo anacrônico num mundo que adora piadinhas desse tipo. Contudo, numa visão superficial, embora a coisa até passe por aí – por pacifismo quixotesco, a política externa vitoriosa do presidente Lula só é vitoriosa porque implica uma estratégia extremamente hábil de longo alcance: avançar em conjunto com os grandes países do Bric (além do Brasil, Rússia, China e Índia) e pontualmente, conforme o caso e os interesses setoriais, envolver outros, no sentido de alterar a correlação de forças num mundo unipolar, obrigando a potência hegemônica, representada pelos Estados Unidos, a negociar, neutralizando seu impulso agressivo-expansivo – que não pode ser diferente desde que os norte-americanos escolheram apostar em seu estilo de vida predatório (uma vez que, numa megaescala de consumo, as antigas qualidades ianques desaparecem, ou melhor, se tornam defeitos/anomalias permanentes). Na coluna "Serra e a direita kamikaze", já tratei especificamente de como se articula estrategicamente a política externa do governo Lula - no fundo, uma primorosa obra de relojoaria diplomática, uma coautoria assinada por Lula/Celso Amorim. Indo ao ponto: Lula é um político hábil, um estrategista de visão, até porque inteligência nada tem a ver com kultur, com “k”, como a de FHC – sigla que Millôr Fernandes interpreta como “um grau superior de PHD”. Irretocável Millôr!. Um político por excelência no sentido amplo, como alguém que faz acordos, que negocia mantendo sua posição (isto é, a posição dos seus eleitores), que estabelece compromissos, que privilegia essa relação de dar e receber que caracteriza a essência da política. Um estadista reconhecido por especialistas e políticos do mundo inteiro, a começar por Barack “O cara” Obama e a terminar pela Otan, que também elogia seu acordo com o Irã. Por suas características, Lula é tudo menos personalista. O ego vem em último lugar quando o que está em jogo é um país, seu povo e sua sobrevivência, inclusive no sentido histórico, sobretudo do ponto de vista geopolítico atual, quando tudo está interligado e todos dependem de todos. Geopolítica e egomania definitivamente não combinam. Pior, se excluem mutuamente. Aliás, do ponto de vista geopolítico, esse mundo não deve fazer nenhum sentido para o personalista José Serra. Que não só não dialogaria com o Irã, como não dialogou com os professores da rede pública de São Paulo. Para qualquer idiota minimamente amestrado, seja vereador, deputado, senador, prefeito, governador ou presidente, o candidato eleito deve funcionar como representante dos eleitores perante Deus & todo mundo. Ele é, por definição, O Negociador. Para isso tem um mandato, certo? Agora, a pergunta que não quer calar: para que serve um político que não negocia, nem fora nem dentro? É algo assim como o bicho da maçã: não serve rigorosamente para nada. Segundo editorial da Carta Maior em 17/05, “entre a pele de cordeiro, que leva água para o moinho de Lula e Dilma, e a pele de lobo que sanciona o escrutínio plebiscitário, Serra vive o clássico dilema em que nenhuma solução é boa: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. É o que mostram dados adicionais da pesquisa CNT/Sensus desta segunda- feira: a) 60,8% dos brasileiros estão dispostos a votar no candidato à Presidência da República apoiado por Lula; b) 55,4% não votariam num candidato que tem o apoio de FHC; c) Dilma representa, para a maioria dos eleitores (54,6%), a continuidade das políticas econômicas e sociais do governo Lula; d) 57,1% acreditam que o governo Lula gerou o maior número de benefícios econômicos e sociais desfrutados atualmente pela sociedade.” Quanto a Serra - salvo a vassalagem, para uso externo, e “mim-Deus X vocês-pigmeus”, para o interno - este não faz acordos: o candidato do conservadorismo brasileiro é um político que absurdamente aboliu a política, promovendo o auto-cancelamento. Extraído: http://ow.ly/1QyNi .

SAÚDE EM DEBATE

“Diferença de classe” no SUS viola a Constituição Escrito por Valdevir Both No processo constituinte de 1988, criamos no Brasil um sistema público de saúde (o SUS) para realizar uma ampla reforma da saúde no país. Um dos grandes sonhos de então, era transformar a saúde em um direito de todos, para acabar com a exclusão de grande número de pessoas do acesso à saúde, especialmente as mais pobres. O máximo a eles permitido era o acesso às "Casas de Caridade", que deles exigia um humilhante atestado de pobreza. Lamentavelmente, e para a surpresa da sociedade brasileira, vinte anos depois da criação do SUS (Sistema Único de Saúde), parece que nos arrependemos do feito e "queremos" lhe tirar a essência, que é a universalização. Refiro-me aqui, a decisão do Supremo Tribunal Federal, que julgou procedente a ação movida pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), que institui a chamada "diferença de classe". Ela permite que o cidadão pague uma diferença (quarto, médico, exames, medicamentos) e tenha um atendimento fora do padrão oferecido pelo SUS. Em outros termos, legaliza uma prática que já estava vigente, mas proibida. Atuando longos anos na área da saúde, percebo a resistência do Cremers em implantar o SUS. Portanto, parece não haver nenhuma surpresa na ação movida. Obviamente, seria injusto se aduzisse esta prática a todos os indivíduos médicos. No entanto, a surpresa veio da mais alta corte de justiça do país, que em nome do argumento da "liberdade de escolha do paciente", da "ampliação dos serviços do SUS" (que até agora não entendi a que se referem) aceitou a utilização desta prática, que fere de morte o preceito constitucional da saúde como direito de todos. Explico-me! Esta decisão do Supremo fortalece duas filas, dois tipos de atendimento. Um para os que podem pagar e outro para os que não podem pagar, os pobres. Aos primeiros, um atendimento digno; aos últimos, uma pequena cesta básica, um mínimo em nome do "possível", mesmo que isso lhe custe sofrimento ou até a morte. A gravidade é que essa prática desconsidera o conteúdo fundamental dos direitos humanos, que exige que a política pública não faça nenhuma distinção entre as pessoas na efetivação dos seus direitos. O fato já me leva a imaginar sua triste conseqüência, a dizer, cidadãos, completamente fragilizados em seus leitos, e rodeados por seus próximos, precisando negociar com o complexo hospitalar a continuidade do seu direito mais básico, o direito à vida. Ao invés de o STF se posicionar favoravelmente à ação que institui a "diferença de classe", deveria exigir dos entes federados a implantação plena do SUS, estendendo o atendimento digno a todos, e não somente aos que podem pagar. Afinal, se todos são sujeitos de direitos, por que para um grupo apenas o mínimo? Eis que urge fazer cumprir o que reza a Constituição em seu artigo 196: ‘A saúde é direito de todos e dever do Estado’! Valdevir Both é diretor geral do CEAP e professor do IFIBE. Extraído: http://ow.ly/1QyEA .

ELEIÇÕES 2010

Encontro Estadual de Mulheres debaterá programa de governo feminista para Dilma, Mercadante e Marta A expectativa é de que o programa considere o acúmulo do partido e dos movimentos sociais sobre o tema No dia 30 de maio, as mulheres do PT discutirão em Encontro Estadual a construção de um programa de governo que priorize as demandas feministas. A atividade será no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, das 9 às 18 horas. A expectativa é de que o programa considere o acúmulo do partido e dos movimentos sociais sobre o tema. O objetivo é avançar na pauta de igualdade de gênero, além de eleger delegadas ao encontro nacional que acontecerá em Brasília nos dias 11 e 12 de junho. Na pauta o balanço de políticas públicas do governo Federal e Estadual com participação da Secretaria Especial de Política para Mulheres; apresentação das diretrizes gerais de plano de governo estadual 2010; indicação de 13 ações importantes e definição de 4 eixos para o programa de governo de Dilma, Mercadante e Marta. Serviço: Quando: 30 de maio Local: Sindicato dos Engenheiros de São Paulo - Rua Genebra 25, ao lado da Câmara Municipal e próximo da Estação Anhangabaú de Metrô Horário do credenciamento: 9 às 12 horas Horário da atividade: 9 às 18 horas Informações: (11) 2103 1215 ou 99491257 Com Rosângela Rigo, Secretária Estadual de Mulheres do PT

quarta-feira, 26 de maio de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO
60. Toda a infelicidade do homem vem de não saber deixar o carro na garagem.

CADERNOS DE SARAMAGO

"Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
Esta crise
Esta crise – iniciada em 2007 – está a fazer com que se desmoronem muitos princípios liberais ou neo-liberais: parece que afinal o mercado não se regula sozinho, que pode colapsar-se, e então, oh, há que chamar o estado… Está claro: privatizam-se os lucros, as perdas assumimo-las todos. Parece que esta crise acabará com um regresso ao estado perante um liberalismo que se vendia como a salvação, o fim da história… Embora também possa acontecer que se mude alguma coisa para que tudo continue na mesma. O capitalismo tem a pele dura. José Saramago ao jornal Expresso, Lisboa, 11 de Outubro de 2008

CINE CLUBE EM VINHEDO

Norma Rae Em 1978, em Hinleyville, uma pequena cidade no sul dos Estados Unidos, a maioria da população é empregada em uma indústria têxtil, cujas condições de trabalho são péssimas. Lá também trabalha Norma Rae, uma mãe solteira que vive com os pais, que também são operários da fábrica. De repente, chega de Nova Iorque o sindicalista Reuben Warshowsky, que procura um lugar para morar. Norma Rae e Vernon acabam amigos e ele passa a influenciá-la para que se engaje na luta sindical. Paralelamente, Norma Rae se casa com Sonny Webster, que entende sua luta pela criação do sindicato, mas fica inseguro, pois ela passa muito tempo com Reuben. 29/05/10 hora: 12:00 onde: Rua José Matheus Sobrinho, 494, Centro, Vinhedo - SP

MOVIMENTOS SOCIAIS EM MOVIMENTO

Limite no tamanho da propriedade será tema de plebiscito Em setembro de 2010 os brasileiros manifestarão sua opinião em um Plebiscito Popular, com a proposta de se colocar um limite à propriedade da terra. Este foi um dos compromissos assumidos pelos participantes do III Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), finalizado neste final de semana, na cidade de Montes Claros, em Minas Gerais. De acordo como integrante da coordenação nacional da CPT, Dirceu Fumagalli, a consulta popular se dará com foco na defesa das bandeiras de luta dos camponeses. “Reformar, reformular toda a estrutura agrária. Consequentemente, o alvo é acabar com os latifúndios. Um dos compromissos que assumimos é a campanha pelo limite da propriedade da terra no Brasil. É um dos elementos, uma das formas, uma das bandeiras de unidade pelos quais nós queremos recolocar o debate da defesa da reforma agrária e da soberania alimentar e territorial.” Ainda segundo Fumagalli, os participantes do Congresso perceberam que, é necessário uma maior unidade na defesa dos recursos naturais. “Os grandes projetos estão sincronizados, tem uma articulação entre si. Belo Monte, por exemplo, está articulado com as rodovias, ferrovias, com a mineração e o cultivo de eucaliptos. Todos esses projetos estão dentro de uma lógica, de uma concepção de desenvolvimento. Portanto, temos um grande desafio.” O III Congresso Nacional da CPT contou com a participação de 760 pessoas. Durante uma semana reuniu membros da Igreja, trabalhadores rurais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e mais de 40 organizações sociais. De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo. Extraído: http://ow.ly/1Q4as .

MOVIMENTOS SOCIAIS EM MOVIMENTO

Toda a Solidariedade ao Jornalista Renato Santana Nós, Mães e Familiares das Vítimas do Estado Brasileiro, escrevemos aqui na sequência de uma grande jornada de Lutas para manifestar nosso total apoio e solidariedade ao sério e competente jornalista Renato Santana, do jornal A Tribuna de Santos-SP. Renato foi responsável recentemente, junto aos editores e à redação d’A Tribuna, pela publicação de uma das mais importantes e consistentes séries jornalísticas dos últimos tempos no Brasil, abordando os “4 Anos dos Crimes de Maio” (série publicada entre 25 e 29 de Abril de 2010). Iniciada no dia 25, a sequência de 5 longas reportagens, somada a várias outras suítes e registros, marcou a história do jornalismo investigativo e relacionado à temática dos Direitos Humanos no Brasil. Dentre algumas de suas conquistas, além da retomada de uma temática central para toda a sociedade brasileira (o maior massacre do período democrático brasileiro), as reportagens ainda conseguiram localizar e entrevistar alguns dos agentes de grupos paramilitares de extermínio (publicando-as sob a utilização de codinomes, conforme garante a legislação específica do jornalismo), revelando à sociedade todo o modus operandi pelo qual eles têm atuado, ao menos, desde 2006. Dessa maneira, além de avançar no esclarecimento deste tipo de prática, certamente contribuiu de forma direta para a interrupção das execuções sumárias em massa que voltaram a atingir toda a região da Baixada Santista em abril/maio de 2010. A série de matérias, com farta apresentação de provas e documentos, veio a comprovar algo que as Mães de Maio e tantos outros movimentos sociais e militantes de DH denunciavam há anos: faltou seriedade e persistência nas investigações e punições dos responsáveis pelos Crimes de Maio de 2006, os grupos paramilitares de extermínio ligados à Polícia, que seguiram e seguem agindo da mesma maneira há anos. Conforme pode-se conferir abaixo o teor de algumas das matérias, somadas ao desenrolar das pressões políticas e o aprofundamento de investigações, temos certeza de que tal trabalho jornalístico crítico e sério, juntamente com a Luta das Mães e demais militantes dos Direitos Humanos, realmente poupou inúmeras vidas na Baixada Santista e em todo o estado de São Paulo. Ainda há muito o quê avançar, é certo: sobretudo no que tange o Desarquivamento e a Federalização das investigações dos Crimes. As matérias, por outro lado, também reforçam com clareza os indícios de que o recurso "Resistência Seguida de Morte" (assim como o "Auto de Resistência"), assinalado nos laudos de jovens assassinados pela polícia, têm servido para legitimar um tipo de prática de extermínio, uma artimanha jurídica para facilitar a continuidade de um verdadeiro estado de sítio contra jovens pobres e negros nas periferias das grandes cidades do país. No entanto, para a nossa revolta – mas não para a nossa surpresa -, o jornalista Renato Santana e o próprio jornal A Tribuna vêm recebendo uma série de críticas e ameaças por parte do mesmo Ministério Público regional da Baixada Santista que se omitiu nas investigações, bem como de alguns setores reacionários ligados à polícia do estado de São Paulo. Com o objetivo de intimidá-los (o jornalista e o jornal), ambos têm sofrido represálias e ameaças de que estariam fazendo “apologia ao crime” e/ou coisas afins – conforme está inclusive documentado no vídeo da Audiência Pública realizada no dia 14/05/2010 em Santos-SP. Nós, Mães de Maio, nos perguntamos: quem é que está fazendo apologia a práticas criminosas e assassinas, e a desvios de condutas que se tornaram regras entre os agentes do estado e os grupos paramilitares de extermínio associados a eles? Por que tentar intimidar e interromper um trabalho jornalístico tão sério e corajoso, cujos frutos estão aí para quem quiser ver? Desde já anunciamos enfaticamente que tanto o jornalista Renato Santana, quanto o jornal A Tribuna, têm e terão todo nosso apoio e solidariedade no que tange a este sério e importantíssimo trabalho jornalístico que já marcou a história da imprensa brasileira contemporânea – aliás, uma imprensa que raramente ousa fazer este tipo de trabalho com qualidade. Deveremos apoiá-los, inclusive, para que ganhem todos os prêmios possíveis relacionados à prática do jornalismo sério e ligado à temática dos Direitos Humanos, como o Prêmio Vladimir Herzog. Pautamos e convocamos a todos os jornalistas e orgãos de imprensa que façam jus a este nome, que também se solidarizem e denunciem estas tentativas de cerceamento de um trabalho legítimo e extremamente qualificado, que tem contribuído para fortalecer os Direitos Humanos no estado de São Paulo e no Brasil. Não é possível ficarmos calados diante deste tipo de cerceamento que, na verdade, configura tentativa de censura da pior maneira possível. Seguiremos atentas a qualquer tipo de intimidação e pressão no sentido contrário à Memória, à Verdade e à Justiça: prontas a manifestar toda nossa solidariedade, apoio, e agir de maneira prática, por meio da luta política, com o objetivo de defender todos e todas aquelas que lutam por estes ideais de Liberdade!
COMUNICADO DAS MÃES DE MAIO, 20 de Maio de 2010 FIRMES NA LUTA! MÃES DE MAIO Extraído: http://ow.ly/1Q3RI .

terça-feira, 25 de maio de 2010

REFLEXÃO

Gilberto Dimenstein* – Cidade sem catracas Por Blog Acesso A qualidade de uma cidade se mede pelo tamanho de suas calçadas. Nunca mais tirei essa frase da cabeça depois que a ouvi de um urbanista. Sempre tive um enorme prazer em flanar pelas cidades, sem guias nem roteiros, apenas pelo gosto de descobrir novidades, como se eu fosse um menino brincando de caça ao tesouro. Algumas das imagens mais fortes que surgem de Roma, Paris, Nova York, Amsterdã ou Londres não são seus pontos turísticos obrigatórios – mas as emoções nascidas das pequenas descobertas do flanar. Nasci em São Paulo, onde, menino, brincava nas ruas e, despreocupado, fazia caminhadas pelo centro. Naquele tempo, o centro parecia um parque de diversão, com seus cinemas, teatros, livrarias, sebos, praças alegres. Meu pai tinha uma loja nas redondezas, um porto seguro. As calçadas são, porém, um símbolo de convivência. O desaparecimento das calçadas paulistanas, devoradas pelos automóveis, é reflexo da forma de perceber o cidadão em seu território. Está aí, em essência, a cidadania. Há toda uma carga ideológica, muito mais do que uma simples questão de trânsito, a prioridade ao automóvel – é o sinal de que o individual suplanta o coletivo. Extraído: http://ow.ly/1POUV .

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO
59. - O João chegou de noite querendo guerra. Ontem a gente já tinha discutido. Fiquei com raiva. Na frente dos cinco filhos, ele começou a me bater. Chutava as pernas. Me jogou água quente. Aí eu falei: “Agora chega. Não sou escrava”. Nunca dei motivo pra me agredir. Trabalho duro de cozinheira. Mas ele sempre me bateu. Morde o meu braço, tira sangue. Me arrasta na rua pelo cabelo. Uma vez fiquei surda três meses. Na outra, me quebrou o nariz. Olha só: bem torto. Agora chega. Ele não é de beber, não. O que tem é gênio forte. Por qualquer nadinha. Já viu, eu apanho. Ele é o machão.

MEMÓRIA

A Pensão da Dona Loló Escrito por Julio Cesar de Castro Ah, o mundo sempre foi/ Um circo sem igual Onde todos representam/ Bem ou mal Onde a farsa de um palhaço/ É natural... Sonhos de um palhaço (Antonio Marcos/ Sérgio Sá). Existiu no início dos anos de 1980, no bairro da Bela Vista, capital de São Paulo, uma distinta mulher, cinqüentona corpulenta, tipo polaca, cabelos desalinhados, que se dizia "viúva de comunista", deslumbrada com a eclosão de lutas sociais pela "nova esquerda". E quando se falava em PT e CUT ainda, ela era olhos receptivos de entusiasmo só. Sobrevivia de pensão do falecido e, aparentemente, não tinha filhos. Orgulhava-se de não ter de pagar aluguel, pois possuía bem imóvel. Dona de uma casa de cômodos grandes e arejados, sobretudo a cozinha bem-equipada, e com sanitários amplos, amava recepcionar "militantes socialistas". Generosa e de visão romântica da transformação social por organizações populares e sindicais em curso, costumava oferecer "de grátis" refeições reforçadas àqueles(as) que se identificavam por "companheiro(a)". Assim, nos horários de almoço e de jantar, observava-se movimentação crescente naquela casa, quase sempre sem contrapartida alguma pelos que ali se fartavam ‘do bom e do melhor’. Os freqüentadores "socialistas", nas esquinas das ruas ao entorno do Teatro Municipal de São Paulo (onde havia uma barraquinha de produtos promocionais do PT), se incumbiam de alardear aos ares: "Quem quiser pegar um rango esperto com direito a soneca num sofá, sem desembolsar um níquel, é só ir à Pensão da Dona Loló". "A senha de acesso à boca livre é afixar um botom com a estrela do PT na camiseta vermelha ou usar boné do partido, e se anunciar num grito de guerra Pátria livre! Salve a Classe Trabalhadora!". "Quem souber assobiar a Internacional (hino) então, será bem-vindo lá". "E... pronto! Estará o companheiro de estômago forrado, cafezinho quente, à vista de boa televisão; como manda o trato da Revolução". Ressalta-se que os ingratos aproveitadores daquela casa, em sua maioria rudes, mal-educados, de pouca formação política, boquirrotos e errantes, de vida dolce far niente (agradável ociosidade), sequer ajudavam na lavação dos utensílios de cozinha, não davam descarga no sanitário, jogavam papéis sujos e guimbas pelo chão... E exigiam "porteira aberta", sem tranca à chave, num entra-e-sai como que casa de mãe Joana. E quando utilizavam a sala de visitas daquele imóvel, sob o pretexto de "reuniões de encaminhamento" - leia-se ‘repone’ -, geralmente até altas horas da noite, quando saíam, o ambiente era desolador: cheiro de cigarro, desarrumação dos móveis e sujeira por todo canto. Até as canecas de café por lavar largavam sobre os parapeitos da casa. Contudo, como era de se esperar, sem receita para as despesas de alimentação, energia elétrica, água e limpeza, aquela "revolucionária de coração" foi à decadência. Por conseguinte, aos montes e de fininho, sumiram todos os "socialistas", ignorando a existência da Pensão da Dona Loló. Tempos depois, por bocas miúdas, soube-se que aquela hospitaleira senhora havia passado dessa para a melhor; em cujo enterro não deram o ar da graça os que juraram honrar a luta dos explorados e oprimidos. Para muitos desses velhacos, o rumo foi... "saída pela Direita". Julio Cesar de Castro, Belo Horizonte/MG. Contato: jota.castro@yahoo.com.br

HISTÓRIA DO HUMOR

DVD relembra o primeiro Salão de Humor do Brasil Por Marcelo Naranjo Em plena época da ditadura militar, foi realizado, em São Paulo, o primeiro Salão de Humor de nosso país. Idealizado por Fernando Coelho dos Santos, o 1º Salão Mackenzie de Humor e Quadrinhos, inaugurado em 1973, ganhará um DVD que relembra sua história. Entre os parceiros e colaboradores daquele evento, estiveram nomes como Zélio Alves Pinto e o pessoal do Pasquim, um dos jornais mais famosos daquele período. Leia a matéria na integra aqui: http://ow.ly/1PxeT .

CADERNOS DE SARAMAGO

"Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
O estado chulo
Sempre se falou da Europa como de um mercado com não sei quantos milhões de consumidores, ninguém falou na Europa dos cidadãos que precisam de medicamentos, pensões de velhice dignas, assistência hospitalar, sistemas educativos modernos. É duvidoso que, em tantos anos de construção europeia, nada na Comunidade aponte nesse sentido. Aquilo de que se fala é em reduzir os benefícios sociais. Se me é permitido, passámos do ideal do estado providência para o estado chulo. “Uma certa ideia de Europa” Entrevista de Clara Ferreira Alves para Expresso, 7 de agosto de 1993

AÇÕES GOVERNAMENTAIS

Resultado da Ordem do Dia da Câmara Municipal de Limeira Sessão Ordinária – 24 de Maio I – Projeto de Lei Complementar n°88/10, de autoria do Senhor Prefeito Municipal, que altera as disposições da Lei Complementar nº 487 de 25 de setembro de 2009, que dispõe sobre o Regime Próprio de Previdência Social do Município de Limeira e dá outras providências. (Aprovado) II – Redação Final do Projeto de Lei n°372/09, de autoria do Vereador Silvio Marcelo Francisco Brito, que dispõe sobre a obrigatoriedade de orientação de segurança e procedimentos de emergência nos recintos onde são realizados eventos que reúnam o público em geral. (Adiado por 1 sessão) III – Projeto de Lei nº 376/09 de autoria do vereador Antonio Braz do Nascimento, que dispõe sobre o uso de equipamentos sonoros no interior de ônibus coletivos, no município de Limeira e dá outras providências. (Prejudicado) IV – Projeto de Lei nº 118/10, de autoria do vereador Carlos Eduardo da Silva, que dispõe sobre a participação de comerciantes residentes no âmbito do município de Limeira em eventos. (Aprovado o Substitutivo) V – Projeto de Lei n°136/10, de autoria do Senhor Prefeito Municipal, que autoriza o Poder Executivo aumentar o valor de repasse a título de subvenção social a entidade beneficiária “Associação Limeirense de Basquete – ALB” na relação das subvenções, auxílios e/ou contribuições constante na Lei Municipal nº. 4.496 de 29 de dezembro de 2009, para os fins que se especifica. (Aprovado) VI – Projeto de Lei n°148/10, autoria do Senhor Prefeito Municipal, que acrescenta a entidade beneficiária “Social Desportiva Independente” na relação das subvenções, auxílios e/ou contribuições constante na Lei Municipal nº 4.496 de 29 de dezembro de 2009 para os fins que se especifica. (Prejudicado por apresentação de emenda) VII – Projeto de Lei n°149/10, de autoria do Senhor Prefeito Municipal, que altera dispositivo na Lei Municipal nº. 4.533 de 13 de abril de 2010, que dispõe sobre a criação do Fundo Especial de Bombeiros – FEBOM e dá outras providências. (Aprovado) Carla Pizani Depto. Assessoria de Imprensa imp_presidencia@camaralimeira.sp.gov.br 19 3404.7529 Rua Pedro Zaccaria, 70 Fone/Fax: 19 3404.7500 CEP: 13484.350 LIMEIRASP

segunda-feira, 24 de maio de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO 58. - Você fala, fala no maldito dinheiro. Deu? Não deu? Ai, que desespero, cara. Só não devolvi porque não pude. Essa droga de crise. O emprego não perdi? Estou na luta por outro. Disposta a vender perfume nas portas. Ou cigarro na rua. Que tal guria de programa? Isso mesmo: putinha. Acha que eu sou, não é? Corta essa, querido. Morre antes, não. Pô, muito que viver. Certo: se você insiste, morra. Sovina e rico, morra. Dane-se e morra. Junto o dinheiro mais o juro e vou ao cemitério. Acho o túmulo, faço um buraco, enterro lá no fundo. Daí você tira o braço do caixão e agarra o saquinho de moedas. Bem firme, querido. Até o dia do Juízo Final, orra. Não calo, não. Boca suja, sim. Essa mesma que tanto quer beijar e beijar?

CADERNOS DE SARAMAGO

"Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
Podemos mais
Esta palavra esperança, com maiúscula ou sem ela, o melhor é riscá-la do nosso vocabulário. Só os exilados e os desterrados que se conformaram com o desterro e o exílio a devem usar, à falta de melhor. Dá-lhes consolo e alívio. Os não conformados têm outra palavra mais enérgica: vontade. “Esta palavra esperança”, in Deste Mundo e do Outro, Editorial Caminho, 7.ª ed., P. 153 (Selecção de Diego Mesa)

CRISE ECONÔMICA MUNDIAL V

Obama 1 x 0 Pac-Man Comemora-se aniversário de 30 anos do Pac Man. Parece mentira que tenham se passado trinta anos. Ou seja, estamos falando de 1980. A Argentina era governada por Jorge Videla e José Alfredo Martinez de Hoz; Margaret Thatcher era a número um do Reino Unido e Ronald Reagan ganhava sua primeira eleição. Quem ligou o computador dia 21 de maio viu o Pac Man e leu uma notícia impactante: a maioria do Senado dos EUA aprovou a reforma financeira impulsionada por Obama. O artigo é de Martín Granovsky. Martín Granovsky - Página 12 Os desenhistas do Google são engenhosos. Dia 21 de maio, na logomarca publicada em sua página na internet, apareciam alguns fantasmas e se escutava música de jogos eletrônicos. Ao se passar o mouse sobre a marca podia-se ler: “Aniversário de 30 anos do Pac Man”. Parece mentira que tenham se passado trinta anos. Ou seja, estamos falando de 1980. A Argentina era governada por Jorge Videla e José Alfredo Martinez de Hoz; Margaret Thatcher era a número um do Reino Unido e Ronald Reagan ganhava sua primeira eleição. Outro mundo. Seria exagerado chamá-lo de mundo de Wall Street? Aqueles que abriram o computador neste dia pela manhã viram o Pac Man e leram uma notícia impactante: a maioria do Senado norte-americano aprovou a reforma financeira impulsionada pelo presidente Barack Obama e seu operador no Senado, Christopher Dodd. Essa reforma é boa ou má? Uma boa pista sempre é o blog do Nobel Paul Krugman, no New York Times. Krugman estava contente. Escreveu que a reforma não é tudo aquilo que devia ser, mas é melhor do que parecia que ia ser. O positivo, segundo ele, está em um punhado de avanços como uma autoridade de aplicação que resolverá sobre os problemas financeiros, a proteção ao consumidor, o controle sobre produtos secundários da indústria financeira (o mercado de títulos hipotecários, por exemplo) e a reforma no sistema de classificação de riscos. Leia a matéria na Integra aqui: http://ow.ly/1OZti .

EDUCAÇÃO POPULAR

Marx ao vinagrete apimentado Questões Ideológicas Wolfgang Harich
A resenha "mais brilhante e sangrenta que se publicou em língua alemã em décadas" - com essas palavras, Dieter E. Ziemer se referia, em 22 de agosto de 1975, desde as páginas da revista liberal Die Zeit, ao artigo de Wolfgang Harich, que a continuação se reproduz, aparecido uns meses antes, em 21 de abril de 1975, na também liberal revista alemã Der Spiegel. Outros falaram de "pequena obra prima da prosa crítica alemã do século XX". O pequeno artigo em questão, uma resenha de Karl Marx: uma biografia política, escrita por Fritz Raddatz, desencadeou na República Federal Alemã um enorme rebuliço que resultaria impensável em nossos dias. Ao menos, pelos interessantes motivos que se seguem. De imediato, uma revista liberal séria como Der Spiegel solicitava a um reconhecido dissidente marxista anti-estalinista - 8 anos num cárcere estalinista: entre 1956 e 1964 - a resenha de um livro sobre Marx, escrito por um antigo estalinista em transe de passar à direita, após fugir ao Ocidente, e transitar ali por certa esquerda "neo-anarquista" sessenta-oitista; e, além disso, a publicava. A resenha se converte rapidamente num escândalo - Raddatz tem amigos mediática e editorialmente influentes, entre eles o futuro prêmio Nobel Günther Grass e a todo poderosa casa editorial Rohwolt -, mas o campo de forças desatado não se dividirá aqui entre "marxistas " e "antimarxistas", nem sequer, mais vagamente, entre "direita" e "esquerda", senão que, basicamente, entre pessoas intelectualmente competentes e responsáveis, de um lado, e junta-letras aproveitadores que buscam acomodar-se ao signo de uns tempos que já se adivinham - Harich os chama premonitoriamente, em 1975, de "tempos de restauração". Do lado de Wolfgang Harich, e contra o livro de Raddatz, se manifestaram, por exemplo: o sólido historiador anticomunista Golo Mann, o célebre ex-comunista Wolfgang Leonhard e o reconhecido marxólogo liberal-cristão Iring Fetscher. Leia a matéria na integra: http://ow.ly/1OZoE .

CRISE ECONÔMICA MUNDIAL IV

Falência do Estado e assalto aos bancos Economia e Infra-Estrutura Robert Kurz O pior já passou, assim reza a fórmula oficial de exorcismo. Na realidade, apenas se estreitou o horizonte da percepção. Já não se quer pensar em períodos cíclicos (muito menos históricos), mas apenas em valores mensais. Também é tabu o tema das relações estruturais no mercado mundial, tal como o do relacionamento entre o Estado e a economia. Apenas têm saída as pretensas histórias de sucesso de empresas e sectores económicos. Mas não adianta enterrar a cabeça na areia. O "caso Grécia" trouxe à luz do dia que agora, sem grande surpresa, o verme da crise vai roendo as finanças públicas. A primeira insolvência de facto de um importante Estado membro da União Europeia é um sinal fatídico para a evolução futura. Espanha, Portugal, Irlanda, Itália e naturalmente o leste da Europa são os próximos candidatos a ficar na corda bamba, e não só. Já se podem ouvir os sussurros de que também a condição financeira dos centros capitalistas, E.U.A., Grã-Bretanha, França e Alemanha, poderá ter-se agravado dramaticamente. As consequências dos pactos de salvamento sem precedentes e dos programas de apoio económico, que deveriam estimular e simular a retoma do crescimento, ameaçam repercutir-se a curto e médio prazo no sistema financeiro e na conjuntura económica. A União Europeia quer tapar as fissuras no vigamento, colocando sob curatela o orçamento de Estado da Grécia. De trimestre em trimestre devem tornar-se obrigatórias drásticas medidas de contenção. Isso vai levar ao colapso dos sistemas sociais e da economia doméstica, num país já perturbado. Se o caso é apresentado como exemplo, pode-se calcular o que acabará por chegar, mais cedo ou mais tarde, a todos os países centrais, dentro e fora da União Europeia (incluindo o milagre económico chinês). Na Alemanha, o aperto da tarraxa nas contribuições do seguro de saúde é apenas uma pequena prova antecipada. Uma nova onda de desmantelamento dos sistemas de previdência estaduais e das infra-estruturas públicas junta-se com a onda iminente de falências de empresas e de despedimentos. Também neste aspecto a Grécia pode ser pioneira. Leia a matéria na Integra aqui: http://ow.ly/1OZiV .

domingo, 23 de maio de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO
57. Na cama, diz o marido: - Você é gorda, sim. Mas é limpa. - ... - Você é feia, certo? Mas é de graça.

sábado, 22 de maio de 2010

REFLEXÃO

MITOS A SEREM DERRUBADOS I Minha cidade é repleta de mitos ou uso e costumes, quase sempre defendidos e difundidos por alguns políticos e parte considerável de nossa mídia. O primeiro e talvez um dos mais retrógrados e despolitizados, é o da campanha, "Limeira precisa eleger Deputado". Já tratei sobre este assunto aqui, mas gostaria de reforçar um pouco meus argumentos contrários a esta tática politiqueira e sem noção. Junto com este inoperante argumento, dois tem sido ao longo dos tempos em épocas eleitorais constantemente repetidos, em nome de Limeira e eu amo minha cidade. Respeito o Jornal A Gazeta de Limeira, e defendo que ela tenha posições e as exponha. Agora trabalhar a frase "Valorize Limeira", é para mim esconder o real objetivo eleitoral e mais que isto, defender uma política de ilha e gueto. Não se pode impor a uma população com argumentos vazios de conteúdo uma vontade de alguns grupos, que dentro de suas concepções engendram estas bandeiras políticas. Vote em Limeirense, é autoritária e não tem cabimento, pois denota um bairrismo e corporativismo sem igual. O universo é imenso, e a riqueza cultural dos povos da terra, é que construíram e constroem a sociedade. Limeira é o exemplo, prático de que foram culturas das mais diversas que fizeram desta terra o seu desenvolvimento. Não fosse os negros escravos, os migrantes Italianos e Alemão, os Paranaenses e Mineiros, com certeza não existiríamos. È preciso valorizar sim, o que aqui é produzido, mas não com ufanismo e falsas ilusões. Todos que aqui nasceram ou para que vieram, amam esta terra, no entanto não podemos fechar os olhos para o mundo alem de nosso limite territorial. Não se pode garantir que o aqui feito ou daqui saído para nos representar nas diversas instituições é o melhor da cidade. O ideal seria a democracia participativa, esta sim erraria menos em políticas gerais. Agora não se pode medir acertos, por cartas e declarações de amor ao município. A política se mostra correta com ações ao longo da História, a pratica de seus proponentes e não de retórica. Sou Internacionalista desde que nasci, minhas origens são de Italianos, Espanhóis, Cearenses e claro Limeirense. Não dá para aceitar a política do que é bom para alguns é bom para outros.

DEMOCRACIA PARTICIPATIVA EM DISCUSSÃO

QUANDO SE CRIARÁ O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA? Esta semana, a Câmara Municipal de Limeira, aprovou o Projeto de Lei que cria o Conselho Municipal da Juventude. Um passo importante para exercício da democracia participativa e ao mesmo tempo de elaboração de políticas públicas para um segmento, principalmente as populações pobres de nossa cidade, privadas em muito de acesso á cidadania. Apesar do texto aprovado, ainda manter dispositivos que estão já ultrapassados, com o caráter consultivo do órgão e a paridade, a de se reconhecer que um grupo de Jovens da Periferia foi responsável por esta importante vitória. Lendo sobre isto, lembrei-me de um outro segmento, cujo organismo de participação popular tem carência no município. Refiro-me á cultura. No mês de novembro, último realizou-se depois de mais de quinze anos, um debate sério e profundo sobre políticas públicas para o setor. A 1º Conferência do Município reuniu mais de 150 pessoas, das mais variadas áreas artísticas, bem como da sociedade civil organizada. Foi um congraçamento dos que produzem cultura á duras penas na cidade, que convivem com a ausência eficaz de apoio das autoridades constituídas. Percebi ao longo do debate duas questões de suprema importância: se faz muita arte em Limeira, a quantidade de pessoas que fazem música, teatro, dança, artes plásticas, poesia e outros, foram para mim surpreendentes. Segundo a necessidade deste contingente de artistas em ter espaço para debater suas reivindicações, seus problemas, projetos e visão cultural. A Conferência foi sem dúvida extremamente produtiva, neste aspecto, pois traçou um panorama físico e político do segmento. A Conferência foi um sucesso, de modo que propostas avançadíssimas ali foram aprovadas, demonstram o caráter inovador e moderno dos produtores de cultura. O exemplo principal, foi à aprovação da criação do Conselho Municipal de Cultura, bem como a definição de que ele seja deliberativo, ou seja suas decisões sejam acatadas e executadas pelo poder público. Mas o principal destas deliberações, foi o fim da paridade na constituição do Conselho. Hoje os conselhos municipais, são formados em 50% de representações da sociedade civil e os outros 50% do executivo. A Conferência entendeu que para se ter uma participação da sociedade e dos que efetivamente estão envolvidos com Cultura, não há porque limitar esta constituição e recheá-la por secretarias e órgãos públicos, que nada ou quase nada tem de acumulo sobre o assunto. Portanto a Conferencia Municipal, fórum máximo de decisão, foi feliz nas deliberações e entregou ao governo municipal, a tarefa de encaminhá-las e entre estas providências, elaborar com a presença da sociedade civil o projeto de lei de criação do Conselho e posteriormente encaminhá-lo para aprovação no legislativo municipal. Ocorre que já se passaram sete meses e nenhuma iniciativa quanto a isto foi tomada. Nem a ACARTE- Associação dos Artistas- ou outra entidade foi chamada a opinar sobre a elaboração do texto do Projeto. Cobranças tem havido, uma delas do Vereador o Professor José Farid Zaine (PDT), que no dia primeiro de Fevereiro deste ano, encaminhou ao Prefeito Municipal, requerimento de sua autoria aprovado na casa de leis, perguntou quando estava previsto o envio para o Legislativo do PL que se cria o Conselho Municipal de Cultura. A resposta da Administração, foi feita pelo Secretário da Pasta, o Jornalista Adalberto Mansur, que informa de forma genérica, que o processo de discussão do Conselho já se tinha iniciado. E só. Bem pergunto: iniciado com quem? Os artistas estão sendo chamados para discutir? As associações do segmento, participaram de alguma conversa sobre o referido tema?. A resposta do requerimento é datada do dia 24 de Fevereiro, porque até o momento não se tem nenhuma noticia do desenvolvimento do processo á que o Secretário se refere no requerimento?. A Conferência foi sem dúvida nenhuma positiva, pois privilegiou intensamente o debate, a exposição de idéias, da forma mais democrática possível. Saímos daquele fórum, certos, de que todas as resoluções ali aprovadas irão ser conduzidas pelo poder público, com muita transparência e com imensa participação popular. Não sabemos por que, isto não vem ocorrendo. Pelo menos publicamente não tivemos conhecimento de nenhuma iniciativa de organização de debates para elaboração do texto do Conselho. Caso isto tenha acontecido, este articulista renova todo o seu argumento aqui exposto neste texto. Sugiro que a ACARTE e outras encaminhe para a Secretária um oficio, com duas questões a saber: 1- Se o processo de elaboração do Projeto de criação do Conselho Municipal, teve inicio, como esta sendo realizado, quem esta participando, e quais os prazos para finalização do mesmo; 2- Qual a possibilidade de se convocar uma audiência pública, com o objetivo de debater junto á sociedade civil e os artistas o tema do Conselho. Paralelo a isto a ACARTE poderia tomar a iniciativa dela mesma organizar fóruns de discussão. Penso e defendo que a Democracia participativa é a saída para se solucionar a crise da representação. Muitas vezes delegamos ao eleito que nos represente nas instituições, e por vezes o resultado é inócuo, quase sempre sequer sabemos das ações de nosso representante. O exército comandado por um soldado só, já demonstra falência. Quando há socialização do poder e conseqüente descentralização, as metas são atingidas com eficiência.