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sexta-feira, 16 de julho de 2010

COMBATE A ESTRUTURA SINDICAL VARGUISTA

DIA DE PROTESTO E FESTA Sindicato devolve pelo 22º ano o Imposto Sindical e promove a Festa Julina da categoria Cerca de cinco mil trabalhadores sócios do Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira e Região estão credenciados para receber neste sábado (17 de julho) a devolução do Imposto Sindical. O desconto de um dia de salário veio no hollerit do mês de março de todos os trabalhadores que possuem registro em carteira, mas nem todas as entidades sindicais contestam e/ou devolvem esse dinheiro.
A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira e Região defende o fim do Imposto Sindical e entende que esse dinheiro é a “galinha dos ovos de ouro” para muitas entidades que não têm nenhum compromisso com os trabalhadores. “Isso contribui para a existência de entidades que ficam distante dos interesses dos trabalhadores e com pouca ou nenhuma representatividade”, afirma Wilson Nunes Cerqueira, diretor do Sindicato.
O Imposto Sindical foi criado, em 1939, pelo então presidente Getúlio Vargas, sendo regulamentado pelo Decreto Lei 2377, de 08/07/1940. Na época, Getúlio queria sindicatos para colaborar com os patrões e com o governo. Com o dinheiro fácil, surgiram os sindicatos pelegos que foram se distanciando do dia-a-dia dos trabalhadores.
A direção do Sindicato dos Metalúrgicos acredita que as entidades sindicais devem ser mantidas com a mensalidade do/a sócio/a e por formas de contribuição democraticamente discutidas pelos próprios trabalhadores, como é o caso da taxa negocial, aprovada em assembleia, discutida durante as negociações salariais e que é utilizada para a manutenção dos serviços voltados para os trabalhadores. Festa Julina Quem comparecer ao Clube dos Metalúrgicos para receber de volta o Imposto Sindical vai participar também da Festa Julina dos Metalúrgicos. O evento vai contar com comidas típicas, brinquedos e muita música sertaneja da melhor qualidade com cantores da própria categoria metalúrgica.
Os shows começam às 10 horas com a apresentação da dupla João Carlos e Cristian, que já tem CD gravado e vem se destacando no interior de São Paulo. Às 12 horas será a vez da consagrada Banda Parada Sertaneja, também composta por amigos trabalhadores da indústria metalúrgica de Limeira e que está agora com seu segundo CD, com repertório de músicas próprias. O Grupo Som Terra, com um amplo repertório de músicas regionais, se apresenta às 14 horas e fecha as apresentações musicais. A partir das 16:30 será a vez da apresentação da tradicional dança da quadrilha, que encerrará o evento. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES: Quem recebe o Imposto Sindical: Todos os metalúrgicos sócios/as (sindicalizados/as) que tiveram o desconto do Imposto Sindical no hollerit do mês de março/2010 Quanto recebe: Para os metalúrgicos das empresas que recolheram o Imposto diretamente no sindicato, a devolução será de 100% do total descontado. Para os trabalhadores das empresas que fizeram o recolhimento no banco, a devolução é de 60%. Para onde vai o dinheiro: - 60% para o sindicato da categoria - 15% para a federação estadual da categoria - 5% para a confederação nacional da categria - 10% para Conta Especial Emprego e Salário do Ministério do Trabalho - 10% para as centrais sindicais reconhecidas pelo governo Local e dia da devolução e Festa Julina Limeira: Sábado - Dia 17 de julho Das 9 às 17 horas Local: Clube dos Metalúrgicos Rua dos Metalúrgicos, 190, Chácara Antonieta Rio Claro Domingo – 25 de Julho Das 10 às 14 hs Local: Clube Bela Vista Av. 08 A, 1225 Bela Vista Mais informações Gilberto Roldão – assessor de comunicação Fone: 97975512 Wilson Cerqueira – diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Fone: 97474055

RETROCESSO NOS DIREITOS HUMANOS NA FRANÇA

Amnistia condena proibição do véu integral em França A maioria de direita no parlamento francês aprovou a proibição do uso do véu integral. A Amnistia Internacional diz que é "uma violação dos direitos de liberdade de expressão e de religião". A lei da direita francesa pode provocar o aumento do uso das burqas ou niqabs no país, temem os investigadores sociais. Foto bbcworldservice/Flickr "No geral, os direitos de liberdade de religião e de expressão garantem a todos a liberdade de escolher o que usar ou não. E esses direitos não podem ser limitados, simplesmente porque alguns - ou uma maioria - consideram esta forma de vestir objectável ou ofensiva", acrescentou John Dalhuisen, um dos responsáveis da AI na Europa. Os deputados da UMP garantiram a maioria dos votos a favor da proibição do véu islâmico integral em espaços públicos, com os socialistas (à excepção de três deputados) e os ecologistas a recusarem-se a participar na votação. O mesmo se passou com os deputados do PCF, à excepção de André Guerin, o relator da comissão que preparou a lei proposta pelo governo e que é um dos seus maiores defensores, com argumentos em torno da luta contra o fundamentalismo islâmico. Jean Glavany, deputado do PS, explicou a difícil posição do seu partido neste debate: "Muitos de nós não podíamos votar contra o texto, porque somos contra o uso do véu integral. Mas não podemos votar a favor porque o debate sobre a burqa faz parte das manobras do governo sobre a questão da identidade nacional. E a abstenção seria difícil de explicar à opinião pública". A lei será ainda votada no Senado e depois sujeita ao crivo do Conselho Constitucional, por iniciativa do próprio governo. Ela multa com 150 euros o uso em espaços públicos do véu integral (também conhecido como burqa ou niqab), a que acresce a obrigação de frequência num "curso de cidadania". As penas mais pesadas vão para quem seja condenado por obrigar as mulheres ao uso do véu integral: um ano de prisão e multa até 30 mil euros. "Não acredito que chegaremos a ter tumultos violentos, mas o facto é que essa lei vai ampliar o sentimento de comunitarismo dos muçulmanos, bem ao contrário do que ela pretende. Ao querer forçar as muçulmanas a portarem-se de outra forma, o Estado actua como agente autoritário, e não conciliador", afirmou Fabrice Dhume, especialista em racismo e discriminações do Instituto Social e Cooperativo de Pesquisas Aplicadas, ao Portal Terra. "É muito perigoso o que está a acontecer. O Estado não está pronto para aceitar o choque de civilizações de que está a ser palco e procura meios para encerrá-lo à força", diz o investigador, que prevê uma reacção das mulheres muçulmanas no sentido do reforço da adopção do véu integral. Extraído: http://ow.ly/2cFF7 .

FÉRIAS

LITERATURA AFRO

"Feira de Literatura Afro” acontece no Teatro Vitória dias 16 e 17 de Julho A Secretaria da Cultura, através do Decadie (Departamento de Cultura Afro Descendente e da Integração Étnica) organizará nesta sexta, 16 de julho, e no sábado, 17, uma exposição de livros com temática afro, trazendo escritores de Limeira e região. O evento contará com a presença de atores, pensadores, declamadores e ainda de uma cantora angolana. Uma coletiva realizada nesta terça, dia 13 no Palacete Levy trouxe mais informações sobre o evento, e contou com a presença do secretário da Cultura Adalberto Mansur, do diretor do Decadie Galdino Clemente e da Profa. Dra. Simone Portela, presidente da Academia Limeirense de Letras. Galdino Clemente explicou que o seu departamento tem como objetivos promover a cultura afro, além de apoiar as iniciativas desta etnia no campo da cultura e das artes. “É uma tarefa difícil, pois não podemos deixar de reparar que milhares de autores negros são praticamente invisíveis no cenário mercadológico nacional”, diz ele. Neste sentido, a Feira de Literatura Afro que será realizada neste fim de semana visa divulgar novos talentos e obras de autores afro-descendentes, colocando-as à disposição do público leitor. “A literatura negra se condensa em várias outras literaturas. Seja pelo estilo, seja pela linguagem expressiva e refletora de sentimentos, que estão encarnados na saga e na diáspora do povo negro no mundo”, explica Galdino. Já o secretário da Cultura Adalberto Mansur tem enfatizado a necessidade e a importância de divulgar a cultura afro como uma das marcas da secretaria da Cultura e de sua atuação na comunidade. “A realização desta feira acontece num momento importante, em que se aproxima a preparação para os eventos que envolvem a comunidade negra neste ano”, diz. O secretário convida também aos jovens para conhecerem a Feira. “o evento unirá não só a cultura afro, mas várias etnias, contando assim um pouco da história do Brasil”, explica. A Academia Limeirense de Letras também apoia a inciativa. “A Feira de Literatura Afro fará com que a comunidade tenha contato com a leitura, e mostrará a diversidade de comunidades no país e de suas linguagens”, afirma Simone Portela, presidente da Academia. A entrada para o evento será franca. Outras informações podem ser obtidas na Secretaria da Cultura, pelo telefone (19)3451.0502. Confira em anexo a programação de atividades do evento. Thayla Ramos – Estagiária de Jornalismo Prefeitura de Limeira/SP Secretaria Municipal da Cultura (19)3451.0502 culturalimeira@yahoo.com.br www.culturalimeira.blogspot.com www.twitter.com/culturalimeira

JOSEFINA MORREU DE ASSÉDIO

"Pessoal o cartaz ao lado é da estréia do espetacúlo de cena Curta "Josefina Morreu de Assédio", direção e texto de Carlos Jeronimo, com apresentação do Grupo Borandá de Limeira. Depois da apresentação, farei uma exposição sobre "O que é Assédio Moral". A entrada inteira é 10reais e a meia 5reais".

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O MUNDO DA BOLA II

Eu sou uruguaio Escrito por Paulo Metril Torci, obviamente, pelo Brasil contra a Holanda. Mas, torci também pela Argentina contra a Alemanha e pelo Paraguai contra a Espanha. Acho totalmente irracional, alguns brasileiros torcerem por qualquer país que vá enfrentar a Argentina. Os argentinos são nossos irmãos e são muito mais parecidos conosco do que muitos europeus. Precisamos acabar com esta rixa alimentada por grupos radicais dos dois lados. Apesar de eles não terem tido influência da cultura negra, nem da indígena, têm uma identidade constituída de forma similar à nossa. Ambos os países foram colônias de países europeus católicos, durante mais de trezentos anos, e eram colônias destinadas à exploração pelos colonizadores, que nunca pensaram em estabelecer na América novos reinos, que passariam a compor Reinos Unidos junto com os países europeus. O caso brasileiro, em que a corte portuguesa, fugindo de Napoleão, aqui se estabeleceu, é uma exceção imposta por um acidente histórico. A lei que era válida nas Colônias não era a mesma do Reinado ou Império europeus. Pulando centenas de anos, a onda neoliberal dos anos 90 varreu o continente sul-americano por igual, então, na dor da exploração, somos vítimas idênticas. É impossível, portanto, não ser solidário a qualquer país sul-americano! Entretanto, confesso que fiquei um pouco em dúvida para quem torcer no jogo Uruguai versus Gana, pois o Uruguai é nosso, mas a África conseguiu ser mais sofredora que a América do Sul. Trata-se de um continente em que seu povo foi seqüestrado, transferido para bem longe, acorrentado e surrado para oferecer sua força física. Não se pode entregar a taça a eles gratuitamente, pois é necessário possuir o mérito para recebê-la, mas ninguém irá me proibir de torcer por eles. Assim, meu critério de escolha para que um país seja aquinhoado com meu desejo de sucesso, meus gritos de incentivo e minhas mandingas e ansiedades é simples: em primeiro lugar, o Brasil; em segundo, os países do Mercosul; em terceiro, os demais países da América Latina; em quarto, os países da África; em quinto, os demais países subdesenvolvidos; e em último lugar, os países desenvolvidos. Se dois times de países do berço ocidental da exploração econômica humana, ou seja, dois times europeus, estiverem jogando, posso reconhecer até um futebol de excelente nível, mas nenhum ganhará minha torcida. Só torcerei por uma seleção européia no dia em que os alienígenas baixarem na Terra, quiserem jogar um campeonato galáctico e a seleção de um país europeu estiver representando a raça humana. Vejo no futebol um caminho de superação da exploração a que fomos submetidos durante séculos, de início pela força e, hoje, pela sutil dominação cultural, com apoio de traidores pertencentes aos povos dominados. O Uruguai, neste intervalo de quatro dias entre as quartas e a semifinal, representa a esperança de todo um continente. Vibrarei por sua vitória como vibrei em todas as cinco copas ganhadas pelo Brasil e chorarei, se por acaso for derrotado, como chorei em todos fracassos da seleção do meu país. Pode não valer grande coisa, mas a seleção do Uruguai é, no momento, meu instrumento de libertação. Até os próximos jogos, e tomara que até o fim da Copa, serei, com muito orgulho, uruguaio. Paulo Metri é conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros Extraído: http://ow.ly/28Tpp .

O MUNDO DA BOLA I

Futebol é arte e religião Escrito por Frei Betto Sou um analfabola. Ou seja, nada entendo de futebol. Todas as vezes que me perguntam para qual time torço, fico tão constrangido como mineiro que não gosta de queijo. Torci, na infância, pelo Fluminense do Rio e o América de Belo Horizonte. Influência materna. Mais tarde, fui atleticano por um detalhe geográfico: minha avó morava defronte do estádio, na avenida Olegário Maciel, na capital mineira. E só. Sem contar a emoção de ter estado no Maracanã na noite de 14 de novembro de 1963 para assistir, misturado a 132 mil torcedores, aquele que é, por muitos, considerado o jogo dos jogos, a disputa entre Santos e Milan pelo Mundial Interclubes! Hoje, me dou ao luxo de assistir, pela TV, às decisões de campeonato. Escolho para quem torcer. E não perco Copa do Mundo. Jogo do Brasil é missa obrigatória. Eu disse missa? Sim, sem exagero. Porque, no Brasil, futebol é religião. E jogo, liturgia. O torcedor tem fé no seu time. Ainda que o time seja o lanterninha, o torcedor acredita piamente que dias melhores virão. Por isso, honra a camisa, vai ao estádio, mistura-se à multidão, grita, xinga, aplaude, chora de tristeza ou alegria, qual devoto que deposita todas as suas esperanças no santo de sua invocação. O futebol nasceu na Inglaterra e virou arte no Brasil. Na verdade, virou balé. Aqui, tão importante quanto o gol são os dribles. Eles comprovam que nossos craques têm samba no pé e senso matemático na intuição. Observe a precisão de um passe! No gramado, imenso palco ao ar livre, se desenha uma bela e estranha coreografia. Faça a experiência: desligue o som da TV e contemple os movimentos dos jogadores quando trombam. É uma sinfonia de corpos alados. Fosse eu cineasta, editaria as cenas mais expressivas em câmara lenta e as adequaria a uma trilha sonora, de preferência valsa, ritmando o flutuar dos corpos sobre o verde do gramado. O Brasil conta com 190 milhões de técnicos de futebol. Todos dão palpite. E ninguém se envergonha de fazê-lo, como se cada um de nós tivesse, nessa matéria, autoridade intrínseca. Pode-se discordar da opinião alheia. Ninguém, no entanto, ousa ridicularizá-la. Pena que a violência esteja contaminando as torcidas. Outrora, elas anabolizavam, com sua vibração, o desempenho dos jogadores. Agora, disputam no grito a prevalência sobre as torcidas adversárias. E se perdem no jogo, insistem em ganhar no braço. A continuar assim, em breve o campo será ocupado não pelo time, e sim, como uma grande arena, pelas torcidas. Voltaremos ao tempo dos gladiadores, agora em versão coletiva. Quando ouço a estridência de vuvuzelas, como um enxame de abelhas a nos picar os tímpanos, penso que os torcedores já não prestam atenção ao jogo. Querem transferir o espetáculo do gramado para as arquibancadas. O ruído da torcida passa a ser mais importante que o desempenho dos jogadores. Nossa auto-estima como nação se apóia, sobretudo, na bola. Não ganhamos nenhum prêmio Nobel; nosso único santo, frei Galvão, ainda é pouco conhecido; e nossa maior invenção – o avião – é questionada pelos usamericanos. Porém, somos o único país do mundo pentacampeão de futebol. Se a história dos países europeus do século XX se delimita por duas guerras mundiais, a nossa é demarcada pelas Copas. E nossos heróis mais populares eram ou são exímios jogadores de futebol. A ponto de o mais completo, Pelé, merecer o título de rei. A Copa é um acontecimento tão importante para o Brasil que, no dia do jogo da nossa seleção, se faz feriado. Se vencemos, a nação entra em euforia. Se perdemos, somos tomados por uma triste estupefação. Como se todos se perguntassem: como é possível o melhor não ter vencido? Gilberto Freyre bem percebeu que na arte futebolística brasileira mesclam-se Dionísio e Apolo: a emoção e a dança dos dribles são dionisíacos; a força da disputa e a razão das técnicas, apolíneos. Criança, eu escutava futebol no rádio. Quanta emoção! Completava-se a imaginação com a descrição do narrador. Hoje, não há locutores na transmissão televisiva, apenas comentaristas. São lerdos, narram o óbvio e, palpiteiros, com freqüência esquecem o que se passa no campo e ficam a tecer considerações sobre o jogo com seus assistentes. "Futebol se joga no estádio? Futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma", poetou Carlos Drummond de Andrade. Com toda razão. Frei Betto é escritor, autor de "Maricota e o mundo das letras" (Mercuryo Jovem), entre outros livros. www.freibetto.org twitter:@freibetto. Copyright 2010 – FREI BETTO – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato – MHPAL – Agência Literária ( mhpal@terra.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email ) Extraído: http://ow.ly/28TcQ .

CADERNOS DE SARAMAGO

Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
Sigamos perguntando Por Fundação José Saramago A amnésia é má para as pessoas e também para as sociedades. Temos que saber quem somos para viver com a consciência de estar vivos. Sigamos perguntando e procurando. “Garzón fez o que devia”, Público, Madrid, 20 de Novembro de 2008 [Entrevista de Peio H. Riaño

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO 82. - Ergue a blusa - ... - Baixa a calcinha. - ... - Fica de joelho. - ... - Pede perdão, sua... - Ai, não. E o chicotinho, pô? Esqueceu ? De novo, João ?

A VOLTA DO VINIL

Vinil e CD
Está surgindo uma nova tendência nas "edições especiais" de relançamentos no exterior: incluir vinil e CD num superpacote. Eu, mesmo sendo colecionador, acho que é exagero. O vinil de boa qualidade tem seus adeptos entre os chamados "audiófilos", mas dificilmente alguém vai querer os dois formatos. Sou totalmente a favor de caixas de CDs com farto material, mas incluir vinil junto é desnecessário. Poderiam então lançar duas edições e cada um escolheria o seu formato preferido. Acima está o conteúdo da caixa "Tubular Bells", reedição do clássico álbum progressivo de Mike Oldfield, de 1973. E aí está a overdose de itens no relançamento especialíssimo de "Station to Station", de David Bowie, original de 1976. Esse deve estar à venda em setembro. Vou pedir de presente para o Papai Noel. Extraído: http://ow.ly/28KfZ .

quarta-feira, 7 de julho de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO 81. - Orra, nem te conto. Três anos de fúria e loucura: droga, sexo, bebida. -.... - Perdi mulher, casa, emprego, amigo. Sei lá como não morri. -.... - Mas não me arrependo. Bem me diverti quando estava doidão.

CADERNOS DE SARAMAGO

Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
Novos senhores Por Fundação José Saramago
Em Portugal, em França, em Espanha ninguém tem uma ideia clara da Europa. Se há alguém que tem uma ideia de Europa é a Alemanha, são os novos senhores da Europa. ABC, Madrid, 13 de Maio de 1995

SEMANA CULTURAL DE INVERNO

Neste ano, A SEMANA CULTURAL DE INVERNO, apresenta uma novidade:
Trata-se das oficinas culturais que acontecerão nos mesmos dias dos eventos culturais, porém, com horários e locais diversificados.Confiram a programação: •CONFECCÃO DE PÃES ARTESANAIS: Oficina de Culinária - Grátis - Vagas limitadas (25 vagas por turma) Dia 14/07/2010- Quarta -feira - Local: Escola Educador Paulo Freire 1ª Turma - Horário: das 8 às 11h - 2ª Turma; das 14 às 16h Professora:Ivanilde Scorzoni Conforto Pães caseiros, aquela alegria em ver a farinha branquinha que misturada e depois, crescer, levar ao forno e sentir aquele cheirinho delicioso que perfuma a casa.Este alimento milenar que através dos tempos reúne as pessoas ao redor de mesas mundo afora. •DANÇA DE SALÃO: -" Descobrir o Melhor da Vida" Oficinas - Grátis - Vagas Limitadas Professores: Edilson, Yácara e Juliana. Thais, Leticia,Odirley, Beatriz, Nelson e Cristiana (monitores) Local: Escola Educador Paulo Freire Dia :15/07/2010 - Quinta-feira - Local: Escola Educador Paulo Freire 1ª Oficina - Dança para todas as idades (30 pessoas) Das 9 às 10 horas 2ª Oficina - Dança de Salão para a 3ª Idade (30 pessoas) Das 15 às 16 horas •BONEQUINHA DE BARBANTE Oficina de Aresanato - grátis - Vagas limitadas (20 vagas por turma) Professora: Claudia Monteoliva de Quintal Dia:16/07/2010 - Sexta-feira - Local: Escola Educador Paulo Freire 1ª Oficina - Horário ; Das 9 às 12h 2ª Oficina - Horário: das 14 às 17h. Técnica Mista - retalhos de Tecidos - Barbantes - Patchwork •MÓBILES PARA QUARTO DE CRIANÇAS Oficina de Artesanato - Grátis - Vagas Limitadas (15 vagas) Professora: Eliane Catarina Aparecida Pereira Dia: 17/07/2010 - Sábado - Local: Biblioteca Municipal de Cosmópolis Horário: Das 9 às 12h Técnica Mista - Retalhos de Tecidos CONTAÇÃO DE HISTÓRIA COM ORIGAMIS Oficina de Dobradura em papéis - Grátis - Vagas limitadas - (25 vagas) Dia 18/07/2010 - Domingo Horário: das 9:30h às 11:30h Local: Biblioteca Municipal de Cosmópolis Horário: Das 9h30 às 11h30. Professora: Flaviana Pompeu da Costa As inscrições serão feitas a partir de 12/07/2010 das 9:00 às 17:00h Local: Biblioteca Municipal de Cosmópolis Rua Antomio Carlos Nogueira, 1277 - Centro Antonio Sergio dos Santos Secretário Municipal de Cultura 19 - 3872.2575 / 3812.3101

MOSTRA DE TEATRO EM LIMEIRA

Mostra municipal inova com teatro de rua e infantil A Prefeitura de Limeira e Secretaria Municipal da Cultura promoverão de 31de julho a 8 de agosto de 2010, a Mostra de Teatro de Limeira 2010. A novidade na sexta edição é a abertura para espetáculos de rua e infantis. A mostra dará direito a uma vaga no Festival Nacional de Teatro, que ocorrerá em setembro, também em Limeira. A Mostra de Teatro tem por objetivo promover o intercâmbio entre os grupos da cidade e o público, além de destacar e divulgar novos talentos, valorizar as artes cênicas e incentivar as manifestações culturais. Grupo da cidade é aquele que possui 50% dos atores residentes em Limeira. A sexta edição da mostra municipal foi apresentada nesta quarta-feira, 7 de julho, pelo secretário da Cultura, Adalberto Mansur, e pelo vereador Farid Zaine, idealizador do projeto. Estavam no Teatro Vitória representantes de grupos locais, incluindo o Núcleo Cia. de Teatro, que venceu a mostra e o festival no ano passado com “Púrpura”. Para Mansur, as inovações garantem maior possibilidade de integração entre artistas e público. “Após o final de cada peça, o grupo participa de um debate com os jurados. Esse debate melhora a qualidade dos espetáculos produzidos por limeirenses, beneficiando também o público”, disse o secretário. Mansur destacou ainda o fato de os espetáculos de abertura, no dia 31 de julho, e encerramento, em 8 de agosto, serem baseados em textos clássicos da literatura, como dos escritores Guimarães Rosa e Aluisio de Azevedo. Já Farid lembrou que o crescimento das artes cênicas em Limeira desde a criação da mostra e do festival. “Os grupos se motivam diante de desafios como esses. Hoje há espetáculos produzidos em Limeira que são apresentados em espaços nobres de São Paulo”, afirmou. As inscrições vão até 15 de julho por meio da ficha da Mostra, enviada ou entregue no Teatro Vitória. Os grupos poderão inscrever um espetáculo por categoria (Teatro Adulto, de Rua e Infantil). A Comissão Organizadora da Mostra nomeará uma comissão para selecionar, dentre os inscritos, aqueles que participarão da Mostra. Ficam a cargo da Comissão de Seleção os critérios de escolha dos espetáculos. A divulgação das peças selecionadas e a confirmação serão feitas até 20 de julho de 2010. A Comissão de Seleção indicará até sete espetáculos, independentes da categoria. O espetáculo vencedor da Mostra, independente da categoria, será o representante de Limeira no Festival Nacional de Teatro de Limeira. Um júri definirá as premiações de R$ 1 mil e participação no VI Festival Nacional de Teatro de Limeira para o primeiro colocado; R$ 700 para o segundo lugar e R$ 500,00 para o terceiro colocado. A avaliação envolverá as três categorias em conjunto (adulto, rua e infantil). Os grupos concorrentes poderão ser premiados nos quesitos técnicos, como melhor direção, ator, atriz e outros. Confira o calendário da mostra. Programação da VI Mostra Municipal de Teatro de Limeira Inscrições – Até 15 de julho Divulgação dos participantes – 20 de julho. Espetáculo de abertura – dia 31 de julho, às 20h, no Teatro Vitória, “O Cortiço”, baseado na obra literária de Aluísio de Azevedo, com interpretação do grupo “D’Rock Companhia de Teatro”, de São Paulo, e classificação indicativa 14 anos. Entrada Franca. De 1º a 7 de agosto – apresentação dos espetáculos classificados. Locais: Teatro Vitória e praças da cidade. Ingresso a R$ 2,00 por dia. Classificação indicativa: ver em cada espetáculo. Dia 8 de agosto – 20h, Teatro Vitória. Encerramento com cerimônia de premiação e apresentação do espetáculo “A hora e vez de Augusto Matraga”, livre adaptação do conto homônimo de Guimarães Rosa, pelo grupo Núcleo de Vivência Teatral, com direção de Daniel Martins. Classificação indicativa: 9 anos. Entrada franca. Prefeitura de Limeira/SP Secretaria Municipal de Cultura (19)3451.0502 culturalimeira@yahoo.com.br http://www.culturalimeira.blogspot.com/ www.twitter.com/culturalimeira

GRUPO NÓ EM PINGO D'AGUA COM NOVA MONTAGEM

PREFEITURA MUNICIPAL DE CORDEIRÓPOLIS Cordeirópolis, 7 , de julho de 2010 Grupo de Teatro interpreta comédia O Grupo de Teatro Pingo D’Água irá apresentar nos dias 16, 17, 23, 24,30 e 31 de Julho, no teatro municipal de Cordeirópolis a comédia “Casais Muito Liberais”. A montagem da peça conta a história de três tipos de casais que constituem a sociedade contemporânea. A Peça é a primeira comédia do grupo que tem no elenco os atores Célio Nascimento, Denise Silva, Ângelo Ferreira, Jessé Henrique, Pâmela Rodrigues e Tatiane Merelles. A direção do espetáculo fica por conta do diretor Roberto Vignati. Segundo Vignati, esta é uma adaptação do original “Casal Aberto”, escrito pelo dramaturgo italiano Dario Fo e sua esposa Franca Rame “Não queremos oferecer as pessoas que vêm nos ver e rir conosco, apenas uma possibilidade barata de se libertarem de sua indignação. Queremos que elas guardem, por assim dizer, a sua raiva na barriga. Queremos que essa raiva seja eficaz na altura de nossa luta e objetivos e que lhe dê a clareza necessária” afirmou. O espetáculo trata-se de uma montagem de ritmo vertiginoso, corajosa e ousada, que aborda temas polêmicos com despojamento, extravagância . De acordo com a atriz Pâmela Rodrigues, que faz parte do grupo Pingo D’ Água, a montagem e execução de uma comédia exige muito dos profissionais que trabalham na peça. “Montar uma comédia não é uma tarefa das mais simples. Exige um despojamento da base constituinte da nossa própria formação, sem receio da representação do absurdo e do extravagante” disse. Os ingressos podem ser adquiridos no teatro municipal Ataliba Barrocas, que está localizado na antiga estação ferroviária ou na Loja Barbosa que está localizada na Rua Santos Dumont, 319, no Centro de Cordeirópolis. O preço do ingresso antecipado é de 8 reais. ___________xxx__________ Prefeitura Municipal de Cordeirópolis Assessoria de Imprensa Praça Francisco Orlando Stocco, 35, CEP-13490-970 Telefone: 3546-5538

HIP-HOP EM LIMEIRA

Movimento hip-hop planeja evento em Limeira Nesta terça-feira, 06 de julho, reuniram-se no Palacete Levy representantes dos grupos de hip-hop de Limeira, e Galdino Clemente, diretor do Decadie (Departamento da Cultura Afro-descendente e da Integração Étnica). As reuniões estão acontecendo semanalmente desde o início de junho com objetivo de retomar a valorização do movimento em Limeira, que já foi considerada a capital nacional do hip-hop na década de 90. A Secretaria da Cultura, através do Decadie, planeja realizar em breve uma Mostra Municipal de hip-hop. Os encontros visam também estruturar a criação da “Casa do Hip-Hop”. Para isso, estão sendo contatados dj's, mc's, rappers e grafiteiros do movimento hip-hop de Limeira e região. Galdino conta que a idéia surgiu porque a cultura hip-hop encontra-se banalizada na cidade. “Estamos bastante motivados com a perspectiva de realizar uma mostra de hip-hop, pois percebemos que os grupos têm um senso de responsabilidade muito grande e querem fortalecer o hip-hop novamente. A iniciativa vem principalmente da preocupação em valorizar esta cultura, que é diversificada e permite a prática de várias artes, além de propiciar o convívio em sociedade, pois é uma arte coletiva.”, explica ele. Para o evento, estão programadas apresentações de cantores de rap, pintura em grafite, desfiles de moda hip-hop, valorização das poesias e debates a respeito do movimento hip-hop e de sua influência sobre a juventude. Outras reuniões ocorrerão para concretizar os projetos. Thayla Ramos – Estagiária de Jornalismo Prefeitura de Limeira Secretaria Municipal da Cultura (19)3451.0502 culturalimeira@yahoo.com.br http://www.culturalimeira.blogspot.com/ www.twitter.com/culturalimeira

GALEANO FALA DA COPA DA ÀFRICA DO SUL

“A camiseta celeste tem muita energia” Em entrevista ao jornalista Gerhard Dilger, Eduardo Galeano fala sobre o Mundial de Futebol da África do Sul, o desempenho sulamericanos frente aos europeus e as chances de seu Uruguai. "Não sei se chegará á final, mas volta a ser milagrosamente certo que um país com menos habitantes que um bairro de Buenos Aires pode ser capaz de conquistar o troféu mundial. Festejamos isso, os poucos que somos, porque o Uruguai é um país muito futebolizado e aqui todos os bebês nascem gritando goooooool!!! A camiseta celeste tem muita energia dentro" Gerhard Dilger (*) Em entrevista ao jornalista Gerhard Dilger, correspondente para a América do Sul do jornal "taz, die tageszeitung", de Berlim, Eduardo Galeano fala sobre o Mundial de Futebol da África do Sul, o desempenho sulamericanos frente aos europeus e as chances de seu Uruguai. "Não sei se chegará á final, mas volta a ser milagrosamente certo que um país com menos habitantes que um bairro de Buenos Aires pode ser capaz de conquistar o troféu mundial. Festejamos isso, os poucos que somos, porque o Uruguai é um país muito futebolizado e aqui todos os bebês nascem gritando goooooool!!! A camiseta celeste tem muita energia dentro", diz Galeano. Dom Eduardo, quem será campeão deste mundial – e por quê? Sou um péssimo profeta. E além disso, para completar, te confesso que não quero conhecer o futuro. Quando uma cigana pega a minha mão e me oferece lê-la, eu rogo: “Senhora, por favor, não seja cruel”. Eu não quero saber o que ocorrerá, nem sequer pressenti-lo, por que o melhor da vida está sempre esperando à volta da próxima esquina. E te acrescento algo mais: por sorte. Os prognósticos falham. O tempo brinca com quem pretende adivinhá-lo. Qual sua opinião sobre a equipe alemã? Assombrosa. Tem a força e a velocidade dos velhos tempos, mas uma elegância e uma alegria que talvez seja o aporte de tantos jovens incorporados em suas fileiras, em sua maioria imigrantes ou filhos de imigrantes. No futebol, como na vida, a mestiçagem melhora. Leia a Matéria na Integra aqui: http://ow.ly/28lby .

FESTA JULINA

segunda-feira, 5 de julho de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO 80. Do ultimo verão, no tronco da árvore, a casca vazia de uma cigarra: ouça o canto .

ROBERTO PIVA. PRESENTE

Roberto Piva faleceu nesse sábado.
Salve, infelizmente perdemos o poeta Roberto Piva, que faleceu nesse sábado, deixo aqui um texto de João Silvério Trevisan sobre Roberto e sua obra, uma grande perda para a literatura brasileira, mas fica sua grande obra, a uns tempos atrás fui a sua casa e fui muito bem recebido, acabamos trocando idéia até tarde, vou guardar na lembrança esse grande homem e escritor. A arte de transgredir (uma introdução a Roberto Piva) João Silvério Trevisan Leia a matéria na integra aqui: http://ow.ly/273Yw .

COPIANDO E REPASSANDO

Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
Ler para compreender Por Fundação José Saramago
No princípio respondia que escrevia para ser querido. Imediatamente esta resposta pareceu-me insuficiente e decidi que escrevia porque não gostava da ideia de ter que morrer. Agora digo, e talvez isto esteja certo, que, no fundo, escrevo para compreender. La Vanguardia de Barcelona, 1 de Setembro de 1997

domingo, 4 de julho de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO 79. IV Essa outra me conheceu? Acho que tem esse lance. Eu ia passando na estrada, ela vinha vindo. Pedi horas pra ela. Comecei a trocar uma idéia e tal. Feliz Natal, eu disse. Aí ela viu a faca: “Ta limpo. Num quero que me mata. Num quero é morrer”. Eu usei ela. Fiquei com ela e tal. Dentro dos conformes. Com uma de menor? Nadinha a ver. Eu peguei e saí fora. Raiva de ninguém, não. Neste mundo não tem amigo. Você tem de zoar mesmo. Estou pra tudo. Um fumo aí. Mais um bagulho. E umas. E outras. Aí fico meio doidão. Lá vem uma dona e tal. Trocar uma idéia. Feliz Natal. Ta limpo? .

DIREITOS AUTORAIS

Reforma da lei de #DireitoAutoral: melhor para a sociedade, melhor para os autores Por Paulo Teixeira Deputado Federal (PT-SP) http://www.pauloteixeira13.com.br/?p=6167 Não há dúvidas de que é preciso realizar um amplo debate em rede sobre direito autoral. Trata-se de um dos temas centrais para o desenvolvimento do Brasil, e estamos nos propondo a dialogar em conjunto com o Ministério da Cultura, que já disponibilizou para consulta pública a proposta de reforma da lei de direito autoral (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/consulta_publica/DireitosAutorais.htm) , construída em Fórum Nacional. Essa é uma pauta transversal a outros temas em debate em nosso país – como o projeto do plano nacional de banda larga, o marco civil da internet, a regulamentação das lan houses, o software livre, além dos projetos de cultura e música em andamento. O fato é que a legislação autoral vigente não compreende que o mundo mudou e que a internet democratiza a comunicação e, consequentemente, o acesso a conteúdos. Hoje, as relações na produção de bens culturais mudam constante e consideravelmente a cada momento. Existem, no Brasil, interesses em criminalizar com muita rigidez a livre circulação de conteúdos, artísticos ou não, e isso é resultado de uma lei que contempla apenas um lado da questão, bem como interesses das grandes empresas. Isso quer dizer que, na atual legislação autoral, não existe possibilidade de uso justo e sem fins lucrativos de obras ou conteúdos em geral, inclusive as que são financiadas com dinheiro público – que é arrecadado de cada cidadão. Compreendo que a Internet e os diversos dispositivos móveis mudaram e continuam mudando a realidade da comunicação e, por essa razão, muitos querem tornar crime a troca de conhecimentos e de bens culturais. Quem o defende são as gravadoras e os meios de comunicações tradicionais, que querem manter sua histórica hegemonia na indústria cultural. Diante de tudo isso, faz-se necessário mudar a legislação por meio de uma amplo debate participativo, como é proposto pelo Minc. O resultado desse processo deve equilibrar a remuneração justa do autor e o acesso público aos conteúdos. O debate aberto é fundamental e, muito embora criticar não signifique declarar guerra, não podemos fechar os olhos para as distorções negativas da atual lei. É preciso realizar um debate franco, aberto, responsável e com argumentos. Em inúmeros documentos, inclusive na CPI do ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), realizada em São Paulo, constata-se que não existe transparência e nem fiscalização pública do que é arrecadado e repassado pelo ECAD. Eis parte da conclusão desse documento: “As oitivas e os documentos obtidos ao longo desta CPI, todos anexados e fazendo parte integrante do processo, levaram à conclusão primordial de que o assunto ‘direitos autorais’ ligados à música encontra-se em estado institucional anárquico, pois o Estado perdeu o poder de normatização, supervisão e fiscalização que antes possuía, pela Lei no 5.998/73, revogada que foi pela Lei no 9.610/98” (Comissão parlamentar de inquérito constituída com a finalidade de investigar possíveis irregularidades praticadas pelo escritório central de arrecadação e distribuição – Ecad, referentes ao eventual abuso, bem como à falta de critérios na cobrança de direitos autorais finalizada em abril de 2009). Além disso, a atual lei não permite copiar/xerocar trechos de livros para fins educacionais, o que torna ilegais todos os serviços de xerox nas escolas e universidades. Não é permitido copiar músicas de um CD para o celular, nem mesmo copiar um filme para o computador. Por isso, a consulta pública é fundamental, e já podemos analisar a proposta disponibilizada pelo Ministério da Cultura para a reforma da legislação autoral. É possível, inclusive, já destacar alguns pontos importantes: 1 – Cópia privada Artigo 46 – Inciso I “a reprodução, por qualquer meio ou processo, de qualquer obra legitimamente adquirida, desde que feita em um só exemplar e pelo próprio copista, para seu uso privado e não comercial” Da forma como está apresentada a redação, me parece que teremos problemas na regulamentação desse item. Qual seria o mecanismo para identificar se a obra foi adquirida legitimante e se a cópia foi feita apenas por quem a adquiriu? Como regulamentar? Assim, defendo que a nova lei permita a livre utilização/cópia de obras protegidas com direito autoral para uso privado, desde que tal uso não se dê com finalidade comercial. 2 – Conversão de formatos artigo 46 – inciso II – “II – a reprodução, por qualquer meio ou processo, de qualquer obra legitimamente adquirida, quando destinada a garantir a sua portabilidade ou interoperabilidade, para uso privado e não comercial” Este artigo está muito bom, pois significa que vamos ter a possibilidade de converter os formatos de arquivos e copiar para nossos dispositivos móveis, como celulares e computadores. 3- artigo 46 inciso XIII “A reprodução necessária à conservação, preservação e arquivamento de qualquer obra, sem finalidade comercial, desde que realizada por bibliotecas, arquivos, centros de documentação, museus, cinematecas e demais instituições museológicas, na medida justificada para atender aos seus fins;” Neste ponto, a lei permite que instituições públicas como bibliotecas, museus e cinematecas possam fazer cópias livremente com o objetivo de preservar o nosso patrimônio cultural, sem precisar pedir autorização do autor. 4- Fiscalização do ECAD Artigos 98, 98A e 98B ECAD, Abramus e todas as associações representativas dos autores passam a ser fiscalizadas pelo governo. Eis um grande avanço. Proponho que todos os valores arrecadados e repassados sejam publicados em página eletrônica na internet, para fácil fiscalização pela sociedade. Além disso, é muito importante que essa fiscalização tenha, inclusive, um conselho gestor eleito pela sociedade. Nesse sentido, devemos considerar a experiência do Comitê Gestor da Internet no Brasil (Cgibr). O processo deverá ser público e não apenas estatal. 5 – Jabá Artigo 110B – “Art. 110-B. O oferecimento, por parte de titular de direitos autorais ou pessoa a seu serviço, de ganho, vantagem, proveito ou benefício material direto ou indireto, para os proprietários, diretores, funcionários ou terceiros a serviço de empresas de radiodifusão ou serviços de televisão por assinatura, com o intuito de aumentar ou diminuir artificiosamente a frequência da execução ou exibição pública de obras ou fonogramas específicos, caracterizará infração da ordem econômica, na forma da Lei no 8.884, de 1994.” Mesmo não mencionando a expressão “prática do jabá”, a proposta caracteriza essa prática como algo ilícito. O jabá constitui-se na prática mais vergonhosa da indústria fonográfica. Além de ser desleal, cria graves distorções para o pleno desenvolvimento da diversidade cultural, em que nosso país é rico. Por meio do jabá, quem paga faz acontecer, e quem não paga está excluído. O atual sistema de arrecadação e repasse monopolizado pelo ECAD, somado ao monopólio da comunicação, cria e torna comum essa prática. Por tudo isso, a realização de um amplo debate é tão importante quanto urgente. Parece-nos claro que a atual legislação está em descompasso com as mudanças pelas quais a sociedade vem passando, de modo que é preciso unir forças a fim de marcar uma posição sólida e que atenda aos interesses dos autores e, é claro, de toda a sociedade.

PALESTINA I

Israel usa prisões políticas para reprimir palestinos Desde a ocupação de 1967, um quinto da população palestina que vive nos territórios ocupados já foi presa por motivos políticos; a lista inclui crianças e adolescentes Dafne Melo enviada a Ramallah (Palestina) Em março de 2002, a situação na Cisjordânia havia se complicado. Em resposta a Segunda Intifada, as forças armadas israelenses aumentaram ainda mais a repressão dentro dos territórios palestinos, colocando em prática uma forte ofensiva militar que culminou com o cercamento e bombardeio da Muqataa, local onde estava o então presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat. Tanques invadiram as ruas do centro de Ramallah, cidade que é sede da ANP. Yasser al-Disi, jornalista e diretor de comunicação de uma organização de direitos humanos Al-Haq, sediada em Ramallah, decidiu ir até o escritório da organização antes dos ataques começarem. Lá ficou por um dia, sem informações suficientes sobre o que estava se passando na cidade, devido ao fornecimento irregular de energia elétrica. Dois dias depois dos ataques começarem, 15 soldados israelenses bateram na porta da sede da organização e levaram Yasser, algemado e vendado, a um cárcere, onde ficou detido por três meses em prisão administrativa, sem que nenhuma acusação fosse feita. A história de Yasser as-Disi é apenas uma das que centenas de milhares de palestinos têm para contar. De acordo com a organização de direitos humanos Adameer, cerca de 20% dos palestinos que moram nos territórios ocupados em 1967 (Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza) já foram presos devido a suas atividades políticas. Direito de resistir De acordo com dados de janeiro da Adameer, existem quase 6.500 prisioneiros políticos palestinos dentro das cadeias israelenses. Destes, 5% estão em prisões administrativas, um recurso que, na prática, permite que o Estado de Israel prenda qualquer palestino por até seis meses – sendo que o prazo pode ser renovado infinitamente –, sem apresentar uma acusação formal. Há ainda 37 mulheres e 330 crianças e adolescentes. Para o advogado do Ministério dos Prisioneiros da ANP, Jawad al-Amawi, antes de discutir as ilegalidades do sistema prisional israelense é necessário reafirmar o direito que o povo palestino possui de resistir à ocupação de seu território. “Todas as leis internacionais asseguram aos palestinos – e a qualquer outro povo sob ocupação militar – o direito de resistir a essa ocupação. No caso especial da Palestina há uma série de resoluções da ONU que dão aos palestinos o direito de resistir diante das violações do Estado de Israel”, defende. Algumas dessas resoluções da ONU, que citam diretamente o caso palestino, são as de número 3.089 (Assembleia Geral, 1973) e 3.070 (Assembleia Geral, 1960). Para o advogado, enquanto a ocupação militar – que desrespeitas as resoluções 242 (1967) e 338 (1973) das Nações Unidas – persistir, o problema dos prisioneiros políticos palestinos também vai se manter. “Nós vamos continuar resistindo e eles vão continuar prendendo, como medida de repressão”, conclui. Problema crônico Desde a ocupação de 1967, após a Guerra dos Seis Dias, calcula-se que cerca de 700 mil palestinos foram presos por razões políticas. A esmagadora maioria é de homens, o que faz com que 40% da população masculina já tenha passado pela cadeia. Antes dos acordos de Oslo, em 1993, al-Amawi conta que havia pouco mais de 11 mil presos palestinos em cadeias israelenses. As solturas desses presos eram muitas vezes negociadas por meio de operações de troca. Geralmente, grupos políticos faziam o sequestro de um ou vários soldados israelenses e exigiam, em contrapartida, a libertação de palestinos. Como exemplo, o advogado cita que, em 1985, a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) conseguiu a liberdade para 1083 ativistas em troca de quatro soldados. Com o acordo de Oslo, houve negociações e quase todos os presos palestinos foram liberados. Porém, Israel ainda manteve cerca de 300 prisioneiros, considerados uma ameaça muita grande à segurança do Estado sionista. O número de detidos, porém, voltou a crescer – ainda que lentamente – já que a ocupação também persistiu. “Ao mesmo tempo, os prisioneiros políticos palestinos começaram a ter conhecimento dos seus direitos e a fazer sua própria luta contra a ocupação, dentro das cadeias, lutando contra sistema prisional israelense (IPS, sigla em inglês para Israel Prison Service). Usaram vários meios para melhorar as condições nas cadeias, fazendo valer direitos que são assegurados pelas leis internacionais – apesar de Israel desprezar todas as leis internacionais”, explica al-Amawi. Depois de setembro de 2000, com a eclosão da Segunda Intifada, o número disparou e voltou aos 11 mil de antes. Condições As condições em que os detentos são mantidos desrespeitam diversos acordos e tratados internacionais. Sem contar a própria arbitrariedade da prisão em si, dentro das cadeias há falta de assistência médica adequada, impedimento de continuidade dos estudos, tortura física e psicológica, isolamento total – proibindo inclusive a visita de familiares – e até mesmo uso de prisioneiros como cobaias para a indústria farmacêutica israelense. De acordo com a advogada Sahar Francis, diretora da organização Adameer, 85% dos presos passam por torturas em interrogatórios ou no decorrer do encarceramento. Israel possui uma lei, de 1987, feita pela Comissão Landau, designada pela Suprema Corte do país, permitindo o “uso moderado de pressão física e psicológica” por parte do serviço de inteligência (Shin Bet, também conhecido pelo acrônimo Shabak). “As famílias, quando e se conseguem visitar, não podem levar nada, a não ser dinheiro ao preso. Nem produto de limpeza ou de higiene pessoal. Forçam o prisioneiro a comprar tudo dentro da própria prisão. E esses produtos, com preços mais caros do que o normal, são de uma única empresa israelense que tem um acordo com a IPS”, denuncia Francis. Para a advogada, uma das formas mais cruéis de tortura psicológica é impedir que o preso veja sua família. Como as prisões estão em território israelense, a maioria dos parentes sequer pode transitar pelo território, a não ser que tenha uma permissão. “Há muitas restrições; se você é ex-prisioneiro, se você tem idade entre 16 e 45 anos, se já se envolveu em alguma atividade política, todas essas categorias impedem que a permissão seja concedida todo mês ou a cada três meses. Alegam questões de segurança”, conta. Ela cita o exemplo dos 750 prisioneiros que são de Gaza. Como há o bloqueio, não recebem qualquer visita desde junho de 2007. Acordos de Oslo – Foi o primeiro acordo feito entre o Estado de Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), com início em1993. Dentre seus pontos principais, ficou estabelecido que Israel iria retirar suas tropas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, e que seriam criadas três áreas – A, B e C. A Área A seria de controle total da Autoridade Palestina; a Área B de controle civil pela ANP e controle militar pelo Exército de Israel; e a Área C sob controle total do governo de Israel. O acordo criou a Autoridade Nacional Palestina (ANP). Diversas organizações de esquerda rejeitaram o acordo ainda em 1993. Extraído: http://ow.ly/26PI7 .

SARAMAGO SEMPRE PRESENTE

Pastor de fábulas, lanterna dos afogados
Quando morre um escritor do porte de José Saramago, perde-se não apenas um artista, mas também um intérprete singular da cultura de um povo e de toda a humanidade Luiz Ricardo Leitão “Após escrever tantas páginas, fez-se-me a convicção que devemos levantar do chão nossos mortos, afastar dos seus rostos, agora só ossos e cavidades vazias, a terra solta, e recomeçar a aprender a fraternidade por aí.” (José Saramago, Manual de pintura e caligrafia) Quando morre um escritor do porte de José Saramago, perde-se não apenas um artista, mas também um intérprete singular da cultura de um povo e de toda a humanidade. O romancista português, único de nossa língua a ser agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura, cumpriu de fato com rara maestria a dupla missão que ele próprio se impôs ao longo de seus fecundos 87 anos de vida: foi um engenhoso pastor de fábulas e também uma providencial lanterna dos afogados para todos nós que quase sucumbimos ao tsunami pós-moderno deste planeta neoliberalmente globalizado. Li-o pela primeira vez nos anos 1980, quando me chegou às mãos um exemplar encadernado de Memorial do convento (1982). Encantei-me de imediato com a história de Baltasar e Blimunda, duas criaturas simples e resolutas cujo novelo amoroso se enreda na saga do padre voador Bartolomeu de Gusmão, um brasileiro visionário que em plena corte de D. João V, no século 18, reeditava os desígnios de Da Vinci e sonhava alçar aos céus a sua passarola. Eu logo compreendi que somente o neto de um guardador de porcos e herdeiro da secular tradição oral dos camponeses do Alentejo saberia tornar universais criaturas tão telúricas, cuja grandeza moral e espírito empreendedor se contrapunham ao ócio da nobreza e à opressão da Igreja Católica. O pastor de fábulas já se mostrava ali em plena maturidade, arrebanhando nos pastos do imaginário de sua gente os causos fabulosos que calavam tão fundo no coração dos leitores. Esse sopro de realismo mágico também se fez presente nas páginas de A jangada de pedra (1986), outra narrativa quase surreal do autor, cujo argumento me soou como uma monumental alegoria da condição a que foram relegados portugueses e espanhóis no Velho Mundo. Após uma fissura dos Pirineus, a Península Ibérica se desgarra do continente e permanece à deriva no Atlântico. No texto de Saramago, o oceano abriga um caudal de mitos e evocações históricas, em que há lugar inclusive para D. Quixote e os peregrinos que na Idade Média cruzavam a trilha de Santiago de Compostela. Em certa medida, esse tom de fábula apocalíptica seria reencenado mais tarde em Ensaio sobre a cegueira (1995), em que o aparente ceticismo capitula em face da esperança, aquele sentimento último que se esconde na caixa de Pandora da imaginação. Nenhuma obra, porém, me pareceu tão ímpar e iluminada quanto O evangelho segundo Jesus Cristo (1991), em que o escritor se ocupa de nos descrever o filho de José como um ser absolutamente humanizado, que se rebela contra o seu destino e passa a questionar a figura divina, os dogmas do cristianismo e a própria Igreja, assim como o estigma metafísico do sofrimento e da morte. Publicada na mesma época em que os profetas da pós-modernidade apregoavam o fim da história, a obra ecoou dentro de mim como uma canção da Legião Urbana, em que a insólita e terrena paixão de Cristo e Madalena mesclavam a dicção lírica de Camões e a solene inflexão da epístola de São Paulo: ainda que falássemos a língua dos homens e a língua dos anjos, sem amor – fogo que arde sem se ver, ferida que dói e não se sente – nós nada seríamos... É óbvio que suas opções estéticas e ideológicas lhe renderam censuras e vetos anacrônicos de governos e de corporações da fé. Se, de um lado, a igreja portuguesa identificava no Evangelho uma série de “alucinações religiosas”, por outro, a Secretaria de Cultura (?) de Portugal proibiria, em 1992, a inscrição do livro na disputa do Prêmio Literário Europeu, por considerá-lo “ofensivo para o catolicismo do povo lusitano”. Era apenas mais uma de tantas admoestações que os prepostos da hipocrisia lhe fariam, como atestam as declarações do Vaticano logo após o anúncio de sua morte, há uma semana, condenando-o pelas supostas heresias e pela explícita adesão ao comunismo. A simpatia por Marx, aliás, não incomodou apenas o clero: em um país de triste passado salazarista, a incisiva solidariedade de Saramago às mais diversas causas e movimentos revolucionários do planeta (desde a luta dos palestinos contra o Estado fascista de Israel até o clamor do valoroso Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST por uma reforma agrária radical na pátria dos coronéis) também suscitou reações coléricas da mídia burguesa e da (pseudo) intelligentsia a seu serviço, sempre pronta a tachá-lo de “fanático” ou “intolerante”. Nada disso impediu que esse prodigioso contador de histórias viesse a conquistar um público fiel e numeroso nos mais diversos rincões do globo. Um mérito único do genial prosador, cuja ficção logra ao mesmo tempo arrebatar-nos e revelar-nos as contradições profundas do passado e do presente, alumiando o passo dos cegos e instalando preciosos grãos de dúvida sobre as verdades cristalizadas dos poderosos. Saramago se inscreve, enfim, naquela galeria ímpar de romancistas que, com o barro da ficção, modelam sob a forma de tramas e personagens memoráveis a essência última dos homens. O camarada russo Fiódor Dostoiévski decerto o acolherá com muito gosto em sua nova morada. Quem sabe até o nosso solene Machado de Assis o aguarde ao lado de Brás Cubas, o célebre “defunto autor”, a fim de relatar-lhe os mais recentes caprichos das elites do Novo Mundo, pródigas na arte de prometer mudanças que nunca se concretizam. Não sei como será a conversação dos gajos na tertúlia dos astros. Aqui embaixo, continuamos todos nós a infindável sina de abrandar estas pedras, suando-se muito em cima ou a de tentar despertar terra sempre mais extinta, como já cantou mestre João Cabral. Faço votos, porém, que, com a sanção definitiva desta morte, a sábia ficção de Saramago nunca deixe de ser recitada em voz alta nas escolas ao redor do mundo, inclusive cá nesta Bruzundanga em que diariamente nos levantamos do chão para recomeçar a aprender a inesgotável lição da fraternidade. Luiz Ricardo Leitão é escritor e professor adjunto da UERJ. Doutor em Estudos Literários pela Universidade de La Habana, é autor de O campo e a cidade na literatura brasileira (2007) e de Noel Rosa: Poeta da Vila, Cronista do Brasil (lançado em 2009 pela Expressão Popular). Extraido: http://ow.ly/26Pzv .

BIENAL DE ARTE DE SÃO PAULO

Fiz o curso de MULTIPLICADORES da 29 BIENAL DE ARTE DE SÃO PAULO e indico a todos que visitem a edição 2010 ancorada na idéia de que é impossivél separa arte de politica.Essa impossibilidade se expressa no fato de que a arte, por meios que lhes são próprios, é capaz de interromper as coordenadas sensoriais com que entendemos e habitamos o mundo, inserindo nele temas e atitudes que ali não cabiam e tornando-o, assim, diferente e mais largo. Dentre o time de artistas que estarão com trabalhos na Bienal deste ano vale a pena conferir os trabalhos de Nástio Mosquito e Bofa da Cara da Angola , Zanele Muholi da Africa do Sul e também é uma oportunidade para ver Hélio Oiticia pra quem não teve a oportunidade de ver no Itau Cultural além de outros muitos artistas que com certeza contibuirão para uma debate e reflexão estética da relação arte e política. Segue abaixo o Calendário da Edição 2010. VALE A PENA CONFERIR ABRAÇOS A TODOS 20 de setembro - Preview das 9 às 17h (Imprensa) 21 de setembro - Preview das 9 às 17h (Imprensa) 19h: pré-abertura para convidados institucionais, meio artístico, entre outros. 22 a 24 de setembro 19h: Convidados dos patrocinadores 22 e 23 de setembro Manhã e tarde: Professores (Programa Educativo) 25 de setembro 10h: Abertura oficial da 29ª Bienal de São Paulo 12 de dezembro Encerramento da 29ª Bienal de São Paulo RENÊ MAINARDI -artista multimídia- artes plásticas, música e cinema 19 - 92008908 renemainardi@hotmail.com

PROGRAMAÇÃO DE FÉRIAS DA OFICINA CARLOS GOMES

Informativo das Oficinas Culturais -------------------------------------------------------------------------------- Oficinas Culturais traz programação de férias em formato de Revista Para aqueles que estão interessados em ocupar o tempo livre com atividades culturais durante as férias, as Oficinas Culturais do Estado de São Paulo abriram sua programação de julho em toda a rede. A divulgação dos cursos esta sendo feita por meio da Revista Oficinas Culturais Nº1, a qual está recheada de matérias a respeito do universo cultural. São ao todo 14.027 vagas distribuídas em 234 atividades entre capital, interior e litoral paulista. Não percam os prazos de inscrições. Acompanhem as datas e vejam a revista no site: www.oficinasculturais.org.br. Seminário de Gestão Cultural em Campinas Quer refletir sobre conceitos utilizados no campo da cultura? A Oficina Cultural Hilda Hilst, em campinas, realizará entre os dias 19 e 23 de julho o I Seminário de Gestão Cultural. Dividido em ciclos de palestras, o seminário pretende debater e discutir aspectos relacionados à Gestão Cultural aplicados em instituições públicas, privadas e em organizações sociais. Está ação faz parte do projeto Oficinas de Gestão Cultural, que visa à formação específica na gestão. As inscrições serão feitas na própria Oficina ou pelo telefone (19) 3294-2212. Diálogos sobre Arte Contemporânea em São José dos Campos "Manifesta 2010" é o nome do Ciclo de Palestras sobre a Arte Contemporânea oferecido pela Oficina Cultural Altino Bondesan em parceria com o SESC e a Univap, entre os dias 1 e 2 de julho, em São José dos Campos. As palestras fomentarão o diálogo e estimulará novas ideias no campo da Arte Contemporânea. Também haverá entre os dias 12 e 16 de julho uma Intervenção Artística-Monitoria Espontânea, que convida o público a discutir e ampliar os novos códigos contemporâneos de arte. Saiba mais sobre as palestras no site oficial das Oficinas Culturais. Movimento Hip Hop promove ação cultural em Sorocaba Entre os dias 2 e 22 de julho a Oficina Cultural Grande Otelo, em Sorocaba, apresenta uma programação voltada para a cultura Hip Hop. Entre os eventos estão: oficina de Grafitte Stêncil Art Urbana, oficina Ritmos da Periferia, pocket Show Elementos do Hip Hop, aula aberta Hip Hop em Movimento e oficina A Estética do Hip Hop. Como uma forma de expressão cultural da periferia, o Hip Hop transforma o protesto em manifestações artísticas.

SALTIMBANCOS & MAMBEMBES

PREFEITURA MUNICIPAL DE CORDEIRÓPOLIS Cultura realiza apresentação do Espetáculo "Saltimbembe Mambembancos" A Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos de Cordeirópolis irá realizar no neste domingo, dia 04 de julho, na praça central, a partir das 15h, o espetáculo "Saltimbembe Mambembancos" que é promovido pelo grupo circense Rosa dos Ventos. De acordo com o Secretário de Cultura, Turismo e Eventos de Cordeirópolis Nivaldo Menezes, o evento será tanto para adolescentes como adultos. Será uma espécie de aula aberta que iniciará os participantes às técnicas circenses “As pessoas poderão aprender técnicas circenses que serão ensinadas no local como acrobacias de solo, malabarismo, palhaço, acrobacias aéreas com tecido, perna de pau e monociclo” disse. Segundo integrante do grupo Rosa dos Ventos,Tiago Munhoz que é ator, palhaço e artista circense, a companhia, já circulou com seus espetáculos por diversos festivais importantes do País, mas o trabalho principal do Rosa dos Ventos está voltado para projetos que garantem o desenvolvimento da Cultura Regional e divulgação do teatro e circo no Oeste do Estado de São Paulo. “O espetáculo retrata uma época anterior ao circo itinerante onde as artes, hoje conhecidas como circenses, eram apresentadas por artistas saltimbancos em praças, feiras e outros espaços alternativos”, explicou. O evento será aberto ao público e as apresentações poderão ser acompanhadas de forma gratuita. Mais informações podem ser adquiridas na Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos de Cordeirópolis que está localizada na Rua Saldanha Marinho, 125 – Centro ou por meio do telefone 3546-2367. ___________xxx__________ Prefeitura Municipal de Cordeirópolis Assessoria de Imprensa Praça Francisco Orlando Stocco, 35, CEP-13490-970 Telefone: 3546-5538

VIVA PAGÚ

RADIO 100 JABÁ

Visite "RADIODOCUMENTARIO 100JABÁ NO DIA MUNDIAL DO ROCK EM BARRA DO UNA" no Clube Caiubi de Compositores 100 jabá web rádio Horário: 11 julho 2010 de 18:00 a 23:45 Local: http://www.100jaba.com/ Produzido por: 100 jabá web rádio Detalhes Vamos transmitir ao vivo o show das bandas autorais. Fique conectado no www.100jaba.com e participe em tempo real mandando sua mensagem pelo msn semjaba@hotmail.com . Vamos sortear camisetas para os ouvintes!!!!! Não percam e mantenham-se on lineeee Maiores detalhes do evento no blog http://diadorockbarradouna.blogspot.com/2010/06/100-jaba-web-radio-no-dia-mundial-do.html Veja mais detalhes e RSVP em Clube Caiubi de Compositores: http://clubecaiubi.ning.com/events/event/show?id=2118523%3AEvent%3A548268&xgi=4xyqbBBkgUl8Yv&xg_source=msg_invite_event

sábado, 3 de julho de 2010

QUAL È A DOS BANCOS?

“O que querem os bancos?”.
Por Fernando Canzian – Folha Online. (Fonte: www.endividado.com.br , em 29/06/2010). A farra do crédito nos últimos anos entre consumidores e mutuários dos países desenvolvidos está na origem da atual crise global. Os bancos até hoje correm atrás de capital novo (vendendo ações ou participações em empresas) para cobrir rombos de um tsunami de inadimplência. Nos países avançados, o volume de crédito a consumidores e mutuários é maior do que 100% como proporção do PIB. No Brasil, o estoque total de empréstimos equivale a R$ 1,5 trilhão, ou 45% do PIB. Na área imobiliária, a proporção em relação ao PIB é de pouco mais de 4%. É pouco, principalmente no setor imobiliário. Para um país como o Brasil, onde o grosso da população não tem casa própria ou mora em situação muito precária, o aumento do crédito imobiliário e dos preços pode não redundar em problemas. É preciso lembrar que nos países avançados a chamada `bolha imobiliária` se deu apoiada na especulação, com famílias refinanciando imóveis com preços em alta para pagar férias ou comprando uma segunda casa para investir. No Brasil, é provável que, no aperto, uma família venda o carro e corte uma série de despesas antes de entregar os pontos e deixar de pagar um financiamento imobiliário. O problema aqui é outro. O forte crescimento da economia nos últimos meses está amplamente apoiado em mais crédito ao consumo. As pessoas antecipam a compra de geladeiras ou fogões financiados, o que faz a economia crescer mais rápido. O risco é que os juros cobrados no Brasil continuam pornográficos. É diferente de uma situação vivida nos países desenvolvidos, onde, mesmo quando altíssimos, eles não passam de 6% ao ano, com todas taxas e custos embutidos. No Brasil, o juro médio para as pessoas físicas ainda é de 42% ao ano. Em casos de atrasos, vai a 230% no cartão de crédito e a 180% no cheque especial. Esse alto custo não apenas limita muito a capacidade de endividamento (e o crescimento econômico) como pode ser devastador para um devedor que eventualmente perca o emprego ou tenha uma grande despesa inesperada. Em questão de meses, a dívida vira uma bola de neve. Daí para o calote é um pulo. Apesar de todos os progressos recentes, ainda temos no Brasil a velha pergunta `Tostines` sobre um sistema bancário, que parece custar em aderir aos novos tempos: Os bancos cobram juros muito altos porque temem grandes calotes, ou temem grandes calotes porque ainda cobram juros altos demais?` Extraído: http://ow.ly/26GHy .

FESTA BENEFICIENTE

Oieee td bem??
Gostaria de te convidar para participar da Festa Flash Disco que arrecadará fundos para o asilo Cantinho do Vovô e Cirurgiões da Alegria... A Festa a será no dia 09/07/2010 as 22:00 na Sede de Campo do CPP (R: Prof. Sólon Borges dos Reis n° 191- Bairro Campos Eliseos); próximo ao Antigo Limeira Shopping)
Teremos : DJ Chris Wenzel, DJ Ney e Banda Sintonya.. alem do bar com varias bebidas e petiscos, show de Pirofagia e muito mais...
Entrada: Sócio :R$ 5,00 Não Sócio: R$ 10,00 Mais Informações pelo telefone: (19) 3713-4548 / (19) 3441-1229 PS: Por favor ajude-nos a divulgar a festa repassando esse e-mail a todos seus contatos... obrigada Thalita Salviatti.

PUNIÇÂO AOS TORTURADORES E ASSASSINOS DO GOLPE DE 64

Ficha limpa da ditadura A anistia decretada pela ditadura tentou limpar tudo, igualar tudo – torturadores e torturados. A forma como se deu a transição da ditadura à democracia permitiu que políticos que estiveram vinculados à ditadura, aparecessem como convertidos à democracia. Porém nunca esqueceremos que o golpe militar rompeu o processo democrático brasileiro, depôs um presidente que havia sido eleito vice-presidente, tinha assumido a presidência com a renúncia de quem tinha sido eleito para este posto, aceitando inclusive recortar seus poderes, com a imposição do parlamentarismo. Posteriormente, João Goulart convocou um referendo sobre a forma de governo e venceu, democraticamente, o retorno do presidencialismo. Esse presidente, legítimo e legalmente presidente, foi derrubado por um movimento militar golpista, que terminou com a democracia e impôs uma ditadura ao país. Se valeram dos recursos públicos para reprimir ao povo e a tudo o que tivesse que ver com democracia: organizações populares, Parlamento, Judiciário, partidos, movimentos culturais, imprensa popular. Contaram com o apoio e o beneplácito da imprensa, do governo dos EUA, de boa parte da elite política, do grande empresariado e suas associações. Prenderam arbitrariamente, torturaram, assassinaram a milhares de brasileiros, os condenaram sem processos, promoveram um regime do terror. A volta à democracia foi tutelada pelos próprios militares que haviam dado o golpe e imposto a ditadura. Decretaram uma anistia que os poupasse de pagar pelos crimes que tinham cometido, assim como seus beneficiários – que se enriqueceram com o arrocho salarial, a intervenção nos sindicatos, a política econômica favorável aos grandes monopólios daqui e de fora. Está bem o Ficha Limpa da corrupção. Mas por que não o Ficha Limpa da ditadura? Por que não impugnar todos os que participaram da ditadura, a apoiaram, se beneficiaram dela, foram políticos do regime, ocuparam cargos, foram governadores, prefeitos biônicos? Todos foram cúmplices, por ação ou por inação do episódio mais brutal da vida política brasileira. Muitos deles ainda andam por ai. Façamos uma lista dos que foram políticos da ditadura e impunemente andam por ai, querendo definir quem é democrático e quem não é, quando eles foram, de corpo e alma, adeptos da ditadura e nunca fizeram autocrítica do seu passado. Só para começar, me recordo de alguns deles: Marco Maciel José Sarney José Agripino Jorge Bornhausen Romeu Tuma Paulo Maluf Extraído: http://ow.ly/26GA5 .

BRECHT EM NOVA EDIÇÃO

Trabalho de Brecht ganha nova edição Será lançada no dia 3 de julho, sábado, às 19 horas, no Estúdio do Latão, a nova edição do livro "Trabalho de Brecht", de José Antonio Pasta, professor de literatura brasileira da USP, pela Editora 34. A comemoração contará com a participação dos grupos teatrais Companhia do Latão, Companhia do Feijão, Teatro de Narradores, Companhia Ocamorana e Grupo Folias D’arte. Na ocasião, haverá um coquetel e fala do autor sobre a obra. Lançado originalmente em 1985, "Trabalho de Brecht" é considerado um dos mais importantes estudos sobre o autor alemão publicados em português. Redação Lançado originalmente em 1985, "Trabalho de Brecht" é dos mais importantes estudos sobre o autor alemão publicados em português. Escrito como dissertação de mestrado, o livro discute as várias dimensões e sentidos do projeto clássico de Brecht. A primeira edição, esgotada há muitos anos, influenciou a pesquisa artística de muitos grupos teatrais de São Paulo, que participam agora da homenagem ao autor. A obra passa a integrar a mais respeitada coleção da editora, a Espírito Crítico. Em "Trabalho de Brecht: breve introdução ao estudo de uma classicidade contemporânea", José Antonio Pasta estuda a produção da obra madura de Brecht em seu contexto contemporâneo. Não começa pelas primícias do autor mas, sim, pelos momentos decisivos em que a experiência literária do jovem escritor alemão chega a seus embates frontais com a indústria cultural — isto é, com a forma-mercadoria, com o nazismo, o exílio e a guerra. Da experiência dessa situação extrema vê-se então emergir, na obra de Brecht, um projeto estético e político que, da perspectiva deste estudo, terá como fio condutor a constituição de uma classicidade contemporânea, estratégica e de combate. Tal projeto supõe, da parte de Brecht, um acerto de contas radical com o destino da Alemanha e sua herança cultural, e, no limite, com a própria modernidade, considerada em seus pressupostos e promessas. Nesse sentido, a análise de José Antonio Pasta se orienta pela leitura de Marx feita por Brecht, assim como sua retomada das bases hegelianas da dialética. O AUTOR É PROFESSOR DA USP José Antonio Pasta é mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada e doutor em Literatura Brasileira pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Realizou estágio pós-doutoral na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris em 1995/1996. Desde 1984 é professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas das USP. Foi também professor-associado na Universidade de Paris III — Sorbonne Nouvelle, em 2001/2002. ESTÚDIO DO LATÃO Rua Harmonia, 931 (próximo ao metro Vila Madalena) Dia 03 de julho às 19 horas Informações: 38141905 Extraído: http://ow.ly/26Goy .

ELEIÇÕES 2010

A natureza política do caos na campanha de Serra Os problemas envolvendo a composição da chapa de José Serra não se resumem à biografia política do deputado Índio da Costa. Não se trata exatamente de ausência de programa. Serra e o PSDB têm um programa político e ele pode ser visto na maneira como governam estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No entanto, diante do êxito das políticas do governo Lula, interna e externamente, e da comparação com o que foi feito no governo FHC, Serra ficou sem espaço. A necessidade de esconder a agenda do PSDB e de inventar um discurso é uma das causas políticas reais das incríveis confusões da candidatura tucana. Editorial - Carta Maior Do jeito que a coisa vai, a candidatura de José Serra (PSDB) à presidência da República não precisa de adversários. O fogo amigo, as indecisões e trapalhadas que se avolumaram nos últimos dias estão atingindo a fronteira do surreal. O episódio da escolha do vice na chapa de Serra já ingressou nas páginas do anedotário da política nacional. Quem achava que já tinha visto tudo com as reações iradas de aliados de Serra contra a escolha de Álvaro Dias (PSDB-PR) deve ter ficado sem ar nesta quarta-feira com o anúncio de que o deputado paranaense não seria mais o candidato a vice, mas sim o deputado Índio da Costa (DEM-RJ). Quem? – foi uma pergunta muito repetida logo após o anúncio do nome. Logo começaram a surgir informações sobre o vice de Serra. E, nova surpresa, as mais duras críticas vieram da vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB-RJ), que detonou a indicação do deputado do DEM para a chapa presidencial de Serra. Ex-colega de Índio da Costa na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Andréa Gouvêa resumiu: escolheram um “ficha suja” para ser vice de Serra. A vereadora foi relatora de uma CPI na Câmara do Rio que investigou irregularidades nos contratos de merenda escolar na cidade na época em que Índio ocupou a Secretaria de Administração (2001-2006). No relatório da CPI, Andréa Gouvêa apontou indícios de formação de cartel e de direcionamento de licitação e pediu a quebra do sigilo fiscal dos envolvidos ao Ministério Público Estadual. “O que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa”. Leia a matéria na Integra aqui: http://ow.ly/26Gix .

LAMBANÇA TUCANA NA CULTURA EM SPP

FIM DAS OFICINAS CULTURAIS É BOATO! Segundo informações passadas pelo Coordenador das Oficinas Culturais Carlos Gomes de Limeira "Sr. Robson Trento, a qual é Coordenada pela ASSAOC, o fim das Oficinas Culturais no Estado de São Paulo não passou de boato. Segundo informações as Oficinas Culturais passarão por reformulações. Apesar de dar ênfase à Oficina Cultural Oswald de Andrade, o secretário Matarazzo diz que a notícia do fechamento das Oficinas Culturais, não passa de um simples boato, declarando que o engano ocorreu pelo fato de estarem avaliando o trabalho realizado pela ASSOC. Achei esta reportagem da CBN, onde ele alega que em uma das Oficinas do interior, deveriam ser realizadas 1.655 atividades até o final do ano, que seria a meta esperada, mas até agora, no fechamento do trimestre, foram realizadas apenas 3 atividades... O que também é um BOATO! Leia mais e ouça o Secretário de Cultura do Estado aqui: http://ow.ly/26Gat .

CADERNOS DE SARAMAGO

"Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ." Baltasar Garzón O juiz Baltasar Garzón deixou em Lisboa uma lição do que é ou deve ser o Direito. A verdade é que, em sentido estrito, do que se falou no acto organizado pela Fundação foi de Justiça. E de sentido comum: dos delitos que não podem ficar impunes, das vítimas a quem tem de ser dada satisfação, dos tribunais que têm de levantar alcatifas para ver o que há por baixo do horror. Porque muitas vezes, por baixo do horror, há interesses económicos, delitos claramente identificados perpetrados por pessoas e grupos concretos que não podem ser ignorados em Estados que se proclaman de direito. Quem sabe se os responsáveis dos crimes contra a humanidade, que de outra forma não posso chamar a esta crise financeira e económica internacional, não acabarão processados, como o foram Pinochet ou Videla ou outros ditadores terríveis que tanta dor espalharam? Quem sabe? O juiz Baltasar Garzón fez-nos compreender a importância de não cair na vileza uma vez para não ficar para sempre vil. Quem conculca uma vez os direitos humanos, em Guantánamo, por exemplo, atira pela borda fora anos de direito e de legalidade. Não se pode ser cúmplice do caos internacional com que a administração Bush infectou meio mundo. Nem os governos, nem os cidadãos. Um auditório multitudinário e atento seguiu as intervenções do juiz com respeito e consideração. E aplaudiu como quem ouve não verdades reveladas, mas sim a voz efectiva de que o mundo necessita para não cair em na permissividade da abjecção. A Fundação está contente: fizemos o que pudemos para recordar que há uma Declaração de Direitos Humanos, que estes não são respeitados e que os cidadãos têm de exigir que não se tornem em letra morta. Baltasar Garzón cumpriu a sua parte e tê-lo posto a claro esta tarde em Lisboa só pode fazer com que nos felicitemos. In O Caderno de Saramago, publicado a 12 de Dezembro de 2008

ABILIO MANOEL. PRESENTE

"...choram a morte do seu cantor..."
Só hoje fiquei sabendo que o cantor e compositor Abílio Manoel, português de nascimento radicado no Brasil, faleceu na terça-feira, aos 63 anos. Teve um enfarte enquanto assistia ao jogo Espanha e Portugal, vestindo a camiseta do seu país natal. Tive contato com ele pela Internet em 2004, no mesmo grupo de discussão onde também conheci Zé Rodrix e outros notáveis. Abílio ficou pouco tempo naquele fórum, mas suficiente para me satisfazer uma curiosidade: quem era a "Andréa" da música que fez sucesso bem na época em que comecei a ouvir música pra valer, em 1971? "Conheci-a nos anos 70 quando morei no México. Morenaça ao estilo latino-fatal", ele respondeu. Outra de suas revelações foi que o título de um de seus maiores sucessos, "Pena Verde", nasceu da expressão que as televisões usavam muito antes das reprises das novelas da Globo, no slide que exibiam enquanto rebobinavam o vídeo-tape para repetir um lance: "vale a pena ver de novo". Abílio Manoel fazia o gênero do cantor popular. Por isso, estranhei quando, em 1974, a Rádio Continental de Porto Alegre começou a tocar "Andina". A Continental era uma rádio alternativa, que não rodava nada que pudesse ser remotamente tachado de brega. Mas o diretor de programação, Marcus Aurélio Wesendonk, tinha consciência política e era muito atento às letras. Ele viria a programar duas músicas de Luiz Ayrão pelas mensagens nas entrelinhas e com "Andina" não foi diferente. Abílio a descreveu como "uma tentativa de promover uma identidade latino-americana no tempo da censura brava". Confiram os versos: "As morenas da cordilheira /as moradas do vale em flor / choram a morte do seu cantor / e é por isso que por todo o lado / há uma porta aberta e um corredor / toda a casa é bem ajeitada / que é pra chegada de outro cantor". Seria uma referência ao cantor Victor Jara, torturado e fuzilado pela ditadura chilena no golpe de 1973? . Extraído: http://ow.ly/26Fqp .

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO 78. III Da minha vida não sei. O que será e tal. Periga pintar cadeia? Serve de exemplo pra mim. Ou de maior maldade. É o que vier. Aí um cara faz o mesmo? Garra uma de minha irmã, usou ela? No dia que eu encaro o tipo, fatal. Não falo pra ninguém, não. Vou e mato bem morto. Certo? Aí volto pra rua e tal. E fico zoando. Uma moça? Foi, sim. Teve essa fita. Andando num caminho sem gente, trombei com ela. Muito pirado. Aí, aconteceu. Se estava de barriga? Não fiquei lá pra saber.