Para celebrar o nascimento do Menino Jesus, elementos artísticos em cena
“Auto de Natal” é apresentado por pessoas reveladas através de oficinas teatrais desenvolvidas em comunidade
Limeira, 16 de dezembro: Poesia, música, cor, expressão e criatividade serão mostradas ao público com o “Auto de Natal”, rápida encenação que conta o nascimento do Menino Jesus. O texto é de autoria do vereador professor José Farid Zaine (PDT), com direção de Evandro Leite e Ariane Oliveira. As apresentações acontecem neste final de semana, na Paróquia de Santa Rita de Cássia, localizada no Jardim Piratininga.
O grupo de atores e atrizes, que já recebeu oficinas teatrais encabeçadas por Farid na Paróquia, é formado por: Solange Ferreira, Fabio Ferreira, Jheniffer Ferreira, Valdemiro Rosa, Jéssica Fonte, Eloisa da Cruz, Cléverson Oliveira, Fredson Dally, Luiz Marques, Rosa François, Nathália François, Ricardo Pottechi, Evandro Padron, Camilo Raymundo, Victória Raymundo, Fabio Júnior e Sebastião Gonçalves.
“Eu me inspirei nas festas de Natal nordestinas para criar um Auto de Natal bem brasileiro, e isto tem dado muito certo”, disse Farid.
De acordo com Leite, a apresentação conta a história do Natal com poesia misturada com elementos das mais diferentes culturas regionais.
O “Auto” será encenado na sexta (17) e no sábado (18), às 19h. Outras informações podem ser obtidas no telefone do gabinete de Farid, (19) 3404 7550.
Obs.: Segue, em anexo, imagem do ensaio do grupo. Créditos - Evandro Leite.
Ronald Gonçales
Assessoria Parlamentar do Vereador José Farid Zaine (PDT)
(19) 3404 7550 / 8138 6093
Farid Zaine
Vereador
faridzaine@camaralimeira.sp.gov.br
19 3404.7550
Rua Pedro Zaccaria, 70 Fone/Fax: 19 3404.7500 CEP: 13484.350 LIMEIRASP
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
EXPOSIÇÃO NO RIO DE JANEIRO
Exposição Fotográfica
ENTRE MEDIOS
ENTRE CUBA
Fotografias 35mm de Renê Mainardi
Vernissage: 20/12/2010 às 20:30hs
Exibição do Filme: Soy Cuba, O Mamute Siberiano de Vicente Ferraz
Exposição de 20/12/2010 à 05/01/2011
GALERIA INDEPENDENTE DE ARTE OjO GRANDE
Estr. do Botafogo, 332 – Botafogo
Rio de Janeiro-RJ – Brasil
As 25 imagens em cor ampliadas no tamanho 30X40 que compõem a exposição fotográfica são registradas em película 35mm sem qualquer manipulação estética digital e foram capturadas no ano de 2005, ano em que o artista multimídia Renê Mainardi estudou Cinema Documentário na Escola Internacional de Cine Y TV em San Antonio de Los Baños – HA.
Pensadas a partir de um conceito de silêncio e vazio as fotos nos remete ao cotidiano cubano de forma sutil e serena.
Obs. As fotos vendidas só poderão ser retiradas após o encerramento da exposição
ATO PÚBLICO CONTRA A CENSURA
Lamentável!
O Grande Dramaturgo Nelson Rodrigues x Jefferson Primo (Cia. Quanta de Teatro)- Sexta-feira 17 de dezembro de 2010, Rio Claro Perdoa-me por me Traíres!
Perdoa-me por me Traíres
Por Nelson Rodrigues
tragédia de costumes em três atos(1957)
Personagens:
* Nair
* Glorinha (Ato de Repúdio a Repressão, a atriz que interpreta esse personagem)
* Pola Negri
* Madame Luba
*Deputado Jubileu de Almeida
* Médico
* Enfermeira
* Tio Raul
* Gilberto
* Tia Odete
* Ceci
* Cristina
* Judite
*Mãe
* Irmãos
Nelson Rodrigues sempre foi controverso. Melhor do que ignorado como no bestialógico do “entretenimento de massa” de hoje.
Dentre outras, Nelson escreveu três peças, “Dorotéia”, “Álbum de Família” e “Senhora dos Afogados”, que são pura poesia teatral, isto é, que vivem enunciadas e encenadas num palco, cria sua própria verdade anárquico sensual e cuja musicalidade transcende noções convencionais de estilo.
Até Antunes Filho uma referência no teatro brasileiro, fez espetáculos brilhantes de textos de Nelson, lamentavelmente poucos tiveram a chance de ver.
Nelson sabe mais do que sexualmente incon sciente e irresistível do que Schnitzler é capaz de dramatizar uma monomania com a intensidade de um Strindberg e de criar um mundo tão pessoal e diferente do resto como Wedekind. Escreveu uma língua mais divulgada e teria morrido rico e famoso e faria parte dos repertórios das grandes companhias.
“Dorotéia” foi fechada pelos críticos de teatro do Rio. Era um espetáculo empolgante, de rara vibração poética, na coreografia única de Zbigniew Ziembinski, o diretor que revelou Nelson em “Vestido de Noiva”, em 1943, que fez por Nelson o que Peter Hall fez por Harold Pinter, porque antes havia sempre mais gente no palco do que nas peças dele. “Burro nasce como capim”, dizia dos críticos hostis.
Quem viu “Hamlet”, com Jean-Louis Barrault, e “Dorotéia”, garante que o espetáculo brasileiro foi infinitamente superior, isto me parece um tanto “herético”.
Barrault mostrou interesse em encenar “Senhora dos Afogados”. Não sabemos no que deu. Nelson tinha dúvidas quanto ao dispêndio na contratação de um agente deste nível, temia o prejuízo.
E gostava de ser artista incompreendido, Vaiado, numa de suas mais polêmicas peças, Perdoa-me por me Traíres, veio ao palco, imprecar contra a platéia. A peça tem grandes momentos, quando Abdias do Nascimento, negro, fazendo um senador da UDN, partido conservador, vai a um bordel de normalistas (velha fantasia sensual do Rio, até nos nossos dias...), e pede a moça “Diz que eu sou reserva moral da nação” e ao ouvir a frase sucessivamente, entra em estertores de gozo. A mulher dizendo “Até me entreguei por um bom dia”.
Nesta perspectiva Jefferson Primo (Cia. Quanta de Teatro) fez uma adaptação da peça Perdoa-me por me Traíres, tive o privilégio de assistir em sua terceira noite de apresentação, e todo público presente ficou maravilhado com a originalidade e capacidade que foram tecidos os fios desta trama; com a criatividade do diretor e todo seu elenco. É lamentável, que ainda em plena celebração da liberdade de expressão, tenhamos o absurdo da coação de força fascista agindo nesta direção, contra a arte do teatro rodriguiano.
Rodrigues, N./Primo, J. sem público ou apoio crítico para os seus melhores dramas, Nelson produziu “O Beijo no Asfalto”, Toda Nudez será Castigada, “OS Sete Gatinhos, “Bonitinha mais Ordinária” e a interminável crônica jornalística” A Vida Como Ela É. Estes do quais vos falo tem gênio, mas não são percebidos pela crítica midiática e pelo grande público.
As peças estão aí. Talento que as toque e revivam como nada de comparável em nosso teatro. Assim como fez a Cia Quanta de Teatro. Parabéns caros amigos.
Prof. pesquisador Antonio de Oliveira Cogo.
Abraços.
PUNIÇÂO AOS TORTURADORES E ASSASSINOS DO GOLPE DE 64
E agora, Brasil?
Por Fábio Konder Comparato
A Corte Interamericana de Direitos Humanos acaba de decidir que o Brasil descumpriu duas vezes a Convenção Americana de Direitos Humanos. Em primeiro lugar, por não haver processado e julgado os autores dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver de mais 60 pessoas, na chamada Guerrilha do Araguaia. Em segundo lugar, pelo fato de o nosso Supremo Tribunal Federal haver interpretado a lei de anistia de 1979 como tendo apagado os crimes de homicídio, tortura e estupro de oponentes políticos, a maior parte deles quando já presos pelas autoridades policiais e militares.
O Estado brasileiro foi, em conseqüência, condenado a indenizar os familiares dos mortos e desaparecidos.
Além dessa condenação jurídica explícita, porém, o acórdão da Corte Interamericana de Direitos Humanos contém uma condenação moral implícita.
Com efeito, responsáveis morais por essa condenação judicial, ignominiosa para o país, foram os grupos oligárquicos que dominam a vida nacional, notadamente os empresários que apoiaram o golpe de Estado de 1964 e financiaram a articulação do sistema repressivo durante duas décadas. Foram também eles que, controlando os grandes veículos de imprensa, rádio e televisão do país, manifestaram-se a favor da anistia aos assassinos, torturadores e estupradores do regime militar. O próprio autor destas linhas, quando ousou criticar um editorial da Folha de S.Paulo, por haver afirmado que a nossa ditadura fora uma “ditabranda”, foi impunemente qualificado de “cínico e mentiroso” pelo diretor de redação do jornal.
Mas a condenação moral do veredicto pronunciado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos atingiu também, e lamentavelmente, o atual governo federal, a começar pelo seu chefe, o presidente da República.
Explico-me. A Lei Complementar nº 73, de 1993, que regulamenta a Advocacia-Geral da União, determina, em seu art. 3º, § 1º, que o Advogado-Geral da União é “submetido à direta, pessoal e imediata supervisão” do presidente da República. Pois bem, o presidente Lula deu instruções diretas, pessoais e imediatas ao então Advogado-Geral da União, hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal, para se pronunciar contra a demanda ajuizada pela OAB junto ao Supremo Tribunal Federal (argüição de descumprimento de preceito fundamental nº 153), no sentido de interpretar a lei de anistia de 1979, como não abrangente dos crimes comuns cometidos pelos agentes públicos, policiais e militares, contra os oponentes políticos ao regime militar.
Mas a condenação moral vai ainda mais além. Ela atinge, em cheio, o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República, que se pronunciaram claramente contra o sistema internacional de direitos humanos, ao qual o Brasil deve submeter-se.
E agora, Brasil?
Bem, antes de mais nada, é preciso dizer que se o nosso país não acatar a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, ele ficará como um Estado fora-da-lei no plano internacional.
E como acatar essa decisão condenatória?
Não basta pagar as indenizações determinadas pelo acórdão. É indispensável dar cumprimento ao art. 37, § 6º da Constituição Federal, que obriga o Estado, quando condenado a indenizar alguém por culpa de agente público, a promover de imediato uma ação regressiva contra o causador do dano. E isto, pela boa e simples razão de que toda indenização paga pelo Estado provém de recursos públicos, vale dizer, é feita com dinheiro do povo.
É preciso, também, tal como fizeram todos os países do Cone Sul da América Latina, resolver o problema da anistia mal concedida. Nesse particular, o futuro governo federal poderia utilizar-se do projeto de lei apresentado pela Deputada Luciana Genro à Câmara dos Deputados, dando à Lei nº 6.683 a interpretação que o Supremo Tribunal Federal recusou-se a dar: ou seja, excluindo da anistia os assassinos e torturadores de presos políticos. Tradicionalmente, a interpretação autêntica de uma lei é dada pelo próprio Poder Legislativo.
Mas, sobretudo, o que falta e sempre faltou neste país, é abrir de par em par, às novas gerações, as portas do nosso porão histórico, onde escondemos todos os horrores cometidos impunemente pelas nossas classes dirigentes; a começar pela escravidão, durante mais de três séculos, de milhões de africanos e afrodescendentes.
Viva o Povo Brasileiro!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
Lula envia ao Congresso o projeto de lei com as metas para 2011-2020
Quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, encaminharam ao Congresso Nacional na manhã desta quarta-feira, 15, o projeto de lei do Plano Nacional de Educação (PNE) para período 2011-2020. A solenidade, no Palácio do Planalto, teve a presença de representantes da Conferência Nacional de Educação (Conae).
O novo PNE apresenta dez diretrizes objetivas e 20 metas, seguidas das estratégias específicas de concretização. O texto prevê formas de a sociedade monitorar e cobrar cada uma das conquistas previstas. As metas seguem o modelo de visão sistêmica da educação estabelecido em 2007 com a criação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Tanto as metas quanto as estratégias premiam iniciativas para todos os níveis, modalidades e etapas educacionais. Além disso, há estratégias específicas para a inclusão de minorias, como alunos com deficiência, indígenas, quilombolas, estudantes do campo e alunos em regime de liberdade assistida.
Universalização e ampliação do acesso e atendimento em todos os níveis educacionais são metas mencionadas ao longo do projeto, bem como o incentivo à formação inicial e continuada de professores e profissionais da educação em geral, avaliação e acompanhamento periódico e individualizado de todos os envolvidos na educação do país — estudantes, professores, profissionais, gestores e demais profissionais —, estímulo e expansão do estágio. O projeto estabelece ainda estratégias para alcançar a universalização do ensino de quatro a 17 anos, prevista na Emenda Constitucional nº 59, de 2009.
A expansão da oferta de matrículas gratuitas em entidades particulares de ensino e do financiamento estudantil também está contemplada, bem como o investimento na expansão e na reestruturação das redes físicas e em equipamentos educacionais — transporte, livros, laboratórios de informática, redes de internet de alta velocidade e novas tecnologias.
Ideb — O projeto confere força de lei às aferições do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) — criado em 2007, no âmbito do PDE — para escolas, municípios, estados e país. Hoje, a média brasileira está em 4,6 nos anos iniciais do ensino fundamental (primeiro ao quinto ano). A meta é chegar a 6 (em uma escala até 10) em 2021.
Outra norma prevista no projeto é confronto dos resultados do Ideb com a média dos resultados em matemática, leitura e ciências obtidos nas provas do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Em 2009, a média foi de 395 pontos. A expectativa é chegar a 473 em 2021.
O novo plano dá relevo à elaboração de currículos básicos e avançados em todos os níveis de ensino e à diversificação de conteúdos curriculares e prevê a correção de fluxo e o combate à defasagem idade-série. São estabelecidas metas claras para o aumento da taxa de alfabetização e da escolaridade média da população.
Entre outras propostas mencionadas no texto estão a busca ativa de pessoas em idade escolar que não estejam matriculadas em instituição de ensino e monitoramento do acesso e da permanência na escola de beneficiários de programas de transferência de renda e do programa de prestação continuada (BPC) destinado a pessoas com deficiência. O documento determina a ampliação progressiva do investimento público em educação até atingir o mínimo de 7% do produto interno bruto (PIB) do país, com revisão desse percentual em 2015.
A primeira casa do Congresso Nacional a analisar o projeto será a Câmara dos Deputados.
Confira a íntegra do projeto de lei aqui:
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16160
Assessoria de Comunicação Social
DIREITOS HUMANOS EM CUBA
Sinopse: Você sabia que Cuba segue o parlamentarismo, e por essa razão, Fidel era obrigado a se candidatar como deputado, para poder depois concorrer ao cargo de Chefe-de-Estado? Você sabia que apesar de ser um partido único, quem decide quem serão os candidatos aos cargos políticos são as assembleias populares? Que, apesar do voto ser facultativo, a presença dos eleitores chega na marca dos 95%? Que em Cuba há mais de 2 mil organizações não governamentais, religiosas, científicas, feministas, etc? E que a lei de imigração norte-americana nega o visto de turista aos cubanos, mas dá Residência Permanente para os que chegam de maneira ilegal (por barcos e aviões clandestinos), mas os impede de voltar a Cuba sem perdê-la?
Conheça os direitos humanos em Cuba, veja como são tratados os deficientes e o prisioneiros, depois compare com o que temos no Brasil e EUA. A Revolução Cubana não trouxe apenas educação de qualidade (a média nacional é de 13 anos de estudo), mas trouxe o espírito crítico de seu povo e poder de participação dele. Talvez seja por essa razão que os EUA aplicam tanta energia em criar mitos contra ela. Pois dessa maneira, se justifica um embargo econômico injusto e mesquinho. Pois se com tão poucas possibilidades comerciais Cuba tem o melhor IDH da América Latina, sem o embargo poderia se tornar um exemplo de sociedade que as poderosas corporações não gostariam de ver.
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Título: Fatos, não palavras: Direitos Humanos em Cuba
Gênero: Documentário
Tamanho: 800 MB
Duração: 1 Hora e 33 Minutos
Formato: AVI
Qualidade de Áudio: 0
Qualidade de Vídeo: 9
Resolução: 624 X 416
Idioma de Áudio: Áudio espanhol, mas muito, muito baixo mesmo. Com legenda em português.
Link p Download: http://www.megaupload.com/?d=MOB9YBA9
DIREITOS HUMANOS
Caminhada em Defesa dos Direitos Humanos reúne cerca de 100 pessoas
Sábado, 11/12/2010, vários sindicatos, o PSOL, associações, pastoral do menor, coletivos e outros movimentos sociais realizaram uma “Caminhada em Defesa dos Direitos Humanos e Contra a Criminalização da Pobreza”, a partir das 9h30, na Pça. das Bandeiras, no Gonzaga/Santos com término no BNH Humberto Castelo Branco, na Aparecida, em Santos.
A Caminhada, uma iniciativa do PSOL, coordenada por Eneida Koury, Secretaria Geral do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e Tesoureira do PSOL/Santos, teve o objetivo de alertar a população sobre o extermínio de jovens na Baixada Santista, a criminalização da pobreza e dos movimentos sindicais e sociais, a violência contra as mulheres, a homofobia, a falta de moradia digna e outros ataques cometidos pelos governos constituídos, principalmente contra a população pobre e trabalhadora.
Cerca de 100 pessoas ligadas a várias entidades participaram do ato e do show realizado pelo Grupo Casa de Ervas, que apresentou-se na praça do BNH.
Também fizeram parte da organização do ato: Sindicato dos Bancários de Santos e Região, Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista, Intersindical, Sintaresp, Bancários na Luta, Educafro, Sintrajud, Sindserv, Amparo, Pastoral do Menor, Coletivo de Mulheres da Baixada Santista, Associação de Moradores da Vila Esperança e Círculo
Palmarino, que empunharam suas bandeiras.
EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS: CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA
Muitas pessoas acreditam que o mundo vem se tornando um lugar mais seguro e livre com o passar dos anos, porém, as mais diversas violações aos diretos humanos crescem dia a dia, infelizmente hoje são mais comuns cas os de homofobia, racismo, violência contra a mulher, exploração sexual de crianças, tráfico de mulheres, entres outras formas de violência. Junto com estas violações, cresce a criminalização da pobreza. O povo brasileiro está sendo criminalizado pela sua situação de pobreza e passa a ser exterminado e preso, quando necessita nada mais nada menos que respeito aos seus direitos fundamentais.
Isso se tornou evidente com o episodio, que ficou conhecido como “Crimes de Maio” que são os mais de 493 homicídios ocorridos entre os dias 12 e 20 de maio de 2006 logo após a onda de ataques às forças policiais e outros alvos, atribuídos a facções criminosas. Por todo o Estado muitas pessoas foram mortas aparentemente de modo indiscriminado, mas todos tinham um traço comum: em sua maioria jovens negros, trabalhadores e moradores de bairros das periferias das cidades, que foram supostamente executados pelo Estado Brasileiro. Vários deles foram assassina dos na Baixada Santista.
Temas como as lutas por teto, terra, emprego e salário são tratados como caso de polícia, ao invés de Direitos Humanos. Com a confirmação da realização da Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016 no Brasil a tendência é que a criminalização cresça, pois a especulação imobiliária e toda sorte de interesses obscuros não pouparão esforços para desalojar trabalhadores e “varrer de áreas nobres” o povo que ali habita, tudo isso em nome do lucro, o que irá aumentar ainda mais as ondas de violência urbana no Brasil.
É para lutar em defesa do direto à alimentação, à saúde, à moradia, à educação, o direito ao afeto e à livre expressão da sexualidade, à igualdade que estamos fazendo um chamado à população da Baixada Santista. Não iremos tolerar qualquer forma de opressão e violação aos diretos humanos, por isso junte-se a nós na construção de um mundo justo e igualitário.
Chega de impunidade: Federalização dos “Crimes de Maio” já!
Entre as 493 mortes, apenas 114 estão sendo investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em todo o estado 87 inquéritos foram instaurados. E apenas 14 foram esclarecidos. Está claro que as instituições do Estado de São Paulo são suspeitas para tratar o caso e não possuem credibilidade na presente questão, por isso exigimos que os casos sejam levados a esfera federal, o que já foi sinalizado pela Procuradoria Geral da República, mas para concretizar a federalização, precisamos do envolvimento de toda a sociedade.
Não podemos tolerar a impunidade como lembra Débora Maria da Silva, líder da organização Mães de Maio "Meu filho foi enterrado com os projéteis no corpo. Isso jamais poderia ter acontecido. Só em âmbito federal isso poderá ser reparado".
Entre em contato
Email: intersindical@intersindical.inf.br
Site: http://www.intersindical.inf.br/
Endereço: Sede Nacional
Rua Riachuelo 122, Praça da Sé
São Paulo - SP
Telefone: 19 96016064 - Bárbara Fagundes
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