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sábado, 22 de maio de 2010

REFLEXÃO

MITOS A SEREM DERRUBADOS I Minha cidade é repleta de mitos ou uso e costumes, quase sempre defendidos e difundidos por alguns políticos e parte considerável de nossa mídia. O primeiro e talvez um dos mais retrógrados e despolitizados, é o da campanha, "Limeira precisa eleger Deputado". Já tratei sobre este assunto aqui, mas gostaria de reforçar um pouco meus argumentos contrários a esta tática politiqueira e sem noção. Junto com este inoperante argumento, dois tem sido ao longo dos tempos em épocas eleitorais constantemente repetidos, em nome de Limeira e eu amo minha cidade. Respeito o Jornal A Gazeta de Limeira, e defendo que ela tenha posições e as exponha. Agora trabalhar a frase "Valorize Limeira", é para mim esconder o real objetivo eleitoral e mais que isto, defender uma política de ilha e gueto. Não se pode impor a uma população com argumentos vazios de conteúdo uma vontade de alguns grupos, que dentro de suas concepções engendram estas bandeiras políticas. Vote em Limeirense, é autoritária e não tem cabimento, pois denota um bairrismo e corporativismo sem igual. O universo é imenso, e a riqueza cultural dos povos da terra, é que construíram e constroem a sociedade. Limeira é o exemplo, prático de que foram culturas das mais diversas que fizeram desta terra o seu desenvolvimento. Não fosse os negros escravos, os migrantes Italianos e Alemão, os Paranaenses e Mineiros, com certeza não existiríamos. È preciso valorizar sim, o que aqui é produzido, mas não com ufanismo e falsas ilusões. Todos que aqui nasceram ou para que vieram, amam esta terra, no entanto não podemos fechar os olhos para o mundo alem de nosso limite territorial. Não se pode garantir que o aqui feito ou daqui saído para nos representar nas diversas instituições é o melhor da cidade. O ideal seria a democracia participativa, esta sim erraria menos em políticas gerais. Agora não se pode medir acertos, por cartas e declarações de amor ao município. A política se mostra correta com ações ao longo da História, a pratica de seus proponentes e não de retórica. Sou Internacionalista desde que nasci, minhas origens são de Italianos, Espanhóis, Cearenses e claro Limeirense. Não dá para aceitar a política do que é bom para alguns é bom para outros.

DEMOCRACIA PARTICIPATIVA EM DISCUSSÃO

QUANDO SE CRIARÁ O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA? Esta semana, a Câmara Municipal de Limeira, aprovou o Projeto de Lei que cria o Conselho Municipal da Juventude. Um passo importante para exercício da democracia participativa e ao mesmo tempo de elaboração de políticas públicas para um segmento, principalmente as populações pobres de nossa cidade, privadas em muito de acesso á cidadania. Apesar do texto aprovado, ainda manter dispositivos que estão já ultrapassados, com o caráter consultivo do órgão e a paridade, a de se reconhecer que um grupo de Jovens da Periferia foi responsável por esta importante vitória. Lendo sobre isto, lembrei-me de um outro segmento, cujo organismo de participação popular tem carência no município. Refiro-me á cultura. No mês de novembro, último realizou-se depois de mais de quinze anos, um debate sério e profundo sobre políticas públicas para o setor. A 1º Conferência do Município reuniu mais de 150 pessoas, das mais variadas áreas artísticas, bem como da sociedade civil organizada. Foi um congraçamento dos que produzem cultura á duras penas na cidade, que convivem com a ausência eficaz de apoio das autoridades constituídas. Percebi ao longo do debate duas questões de suprema importância: se faz muita arte em Limeira, a quantidade de pessoas que fazem música, teatro, dança, artes plásticas, poesia e outros, foram para mim surpreendentes. Segundo a necessidade deste contingente de artistas em ter espaço para debater suas reivindicações, seus problemas, projetos e visão cultural. A Conferência foi sem dúvida extremamente produtiva, neste aspecto, pois traçou um panorama físico e político do segmento. A Conferência foi um sucesso, de modo que propostas avançadíssimas ali foram aprovadas, demonstram o caráter inovador e moderno dos produtores de cultura. O exemplo principal, foi à aprovação da criação do Conselho Municipal de Cultura, bem como a definição de que ele seja deliberativo, ou seja suas decisões sejam acatadas e executadas pelo poder público. Mas o principal destas deliberações, foi o fim da paridade na constituição do Conselho. Hoje os conselhos municipais, são formados em 50% de representações da sociedade civil e os outros 50% do executivo. A Conferência entendeu que para se ter uma participação da sociedade e dos que efetivamente estão envolvidos com Cultura, não há porque limitar esta constituição e recheá-la por secretarias e órgãos públicos, que nada ou quase nada tem de acumulo sobre o assunto. Portanto a Conferencia Municipal, fórum máximo de decisão, foi feliz nas deliberações e entregou ao governo municipal, a tarefa de encaminhá-las e entre estas providências, elaborar com a presença da sociedade civil o projeto de lei de criação do Conselho e posteriormente encaminhá-lo para aprovação no legislativo municipal. Ocorre que já se passaram sete meses e nenhuma iniciativa quanto a isto foi tomada. Nem a ACARTE- Associação dos Artistas- ou outra entidade foi chamada a opinar sobre a elaboração do texto do Projeto. Cobranças tem havido, uma delas do Vereador o Professor José Farid Zaine (PDT), que no dia primeiro de Fevereiro deste ano, encaminhou ao Prefeito Municipal, requerimento de sua autoria aprovado na casa de leis, perguntou quando estava previsto o envio para o Legislativo do PL que se cria o Conselho Municipal de Cultura. A resposta da Administração, foi feita pelo Secretário da Pasta, o Jornalista Adalberto Mansur, que informa de forma genérica, que o processo de discussão do Conselho já se tinha iniciado. E só. Bem pergunto: iniciado com quem? Os artistas estão sendo chamados para discutir? As associações do segmento, participaram de alguma conversa sobre o referido tema?. A resposta do requerimento é datada do dia 24 de Fevereiro, porque até o momento não se tem nenhuma noticia do desenvolvimento do processo á que o Secretário se refere no requerimento?. A Conferência foi sem dúvida nenhuma positiva, pois privilegiou intensamente o debate, a exposição de idéias, da forma mais democrática possível. Saímos daquele fórum, certos, de que todas as resoluções ali aprovadas irão ser conduzidas pelo poder público, com muita transparência e com imensa participação popular. Não sabemos por que, isto não vem ocorrendo. Pelo menos publicamente não tivemos conhecimento de nenhuma iniciativa de organização de debates para elaboração do texto do Conselho. Caso isto tenha acontecido, este articulista renova todo o seu argumento aqui exposto neste texto. Sugiro que a ACARTE e outras encaminhe para a Secretária um oficio, com duas questões a saber: 1- Se o processo de elaboração do Projeto de criação do Conselho Municipal, teve inicio, como esta sendo realizado, quem esta participando, e quais os prazos para finalização do mesmo; 2- Qual a possibilidade de se convocar uma audiência pública, com o objetivo de debater junto á sociedade civil e os artistas o tema do Conselho. Paralelo a isto a ACARTE poderia tomar a iniciativa dela mesma organizar fóruns de discussão. Penso e defendo que a Democracia participativa é a saída para se solucionar a crise da representação. Muitas vezes delegamos ao eleito que nos represente nas instituições, e por vezes o resultado é inócuo, quase sempre sequer sabemos das ações de nosso representante. O exército comandado por um soldado só, já demonstra falência. Quando há socialização do poder e conseqüente descentralização, as metas são atingidas com eficiência.

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO
56. Velho: uma caneca trincada de louça, o nome Saudade quase apagado.

VIRÚS ANTIMONOTOMIA

Antídoto: Mostra Internacional de Ações Culturais em Zonas de Conflito Dias 22 e 23 de maio, o Antídoto promove a exibição de documentários estrangeiros focados na temática do evento - o poder transformador da arte e da cultura em ambientes marcados pela violência. Destaque para a programação de sábado, que traz debate com Torang Abedian (Irã), diretora de Não É uma Ilusão, seu primeiro longa-metragem. Saiba mais sobre o Antídoto 2010 em www.itaucultural.org.br/antidoto . Confira a programação abaixo: sábado 22 15h exibição do documentário Conhecimento É o Início 17h exibição do documentário Momentos de Jerusalém 19h exibição do documentário Não É uma Ilusão e debate com Torang Abedian (Irã) domingo 23 15h exibição do documentário Nascidos em Bordéis 17h exibição do documentário Cartas ao Presidente 19h exibição do documentário VJs de Mianmar - Notícias de um País Fechado entrada franca - 214 lugares (ingressos distribuídos com meia hora de antecedência) Sala Itaú Cultural Avenida Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP (próximo à estação Brigadeiro do metrô) informações 11 2168 1777 atendimento@itaucultural.org.br twitter.com/itaucultural Extraído: http://ow.ly/1Ov94 .

sexta-feira, 21 de maio de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO
55. - Como é que nhô João se distrai á noite? - De noite eu reino com a Ditinha.

CONVITE

A Memória do Futuro: Ciclo de palestras sobre o futuro das bibliotecas na Biblioteca de São Paulo (…) no paradoxo absurdo de uma (porventura) memória do futuro. Haroldo de Campos “Se a biblioteca é, como pretende Borges, um modelo do Universo, tentemos transformá-la num universo à medida do homem e, volto a recordar, à medida do homem quer também dizer alegre, (...) isto é, uma biblioteca onde apeteça ir e que se vá transformando gradualmente numa grande máquina de tempos livres.” Umberto Eco Para onde vamos? Eis uma pergunta que não cessa de rondar todos aqueles que se dedicam ao universo da leitura. As bibliotecas estão condenadas? Sumirão do mapa ou assumirão novas funções na sociedade? Vamos refletir um pouco sobre estas e outras questões na mais nova e instigante biblioteca do país. O ciclo A Memória do Futuro reúne grandes especialistas em bibliotecas para conversarem com bibliotecários, mediadores de leitura, responsáveis por acervos bibliográficos e interessados em geral sobre os rumos possíveis para as bibliotecas no mundo contemporâneo. A cada semana, toda terça-feira de manhã, a Poiesis – Organização Social de Cultura e o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas trarão para a moderna Biblioteca de São Paulo, que por si só já aponta tendências para o futuro da leitura, grandes especialistas no assunto para trocarem considerações com os responsáveis pelas bibliotecas públicas dos municípios paulistas. Dia 18/5 – 10h Edmir Perroti Professor e Diretor Científico do Colaboratório de Infoeducação, na ECA/USP; criador do premiado projeto da Rede de Bibliotecas Escolares de S.B.do Campo e das inovadoras Estações do Conhecimento (Pq.da Juventude e Paraisópolis, em SP). Consultor do MEC, MINC, Secretarias de Educação, ABRINQ. Autor de Um texto sedutor na literatura infantil; Confinamento cultural, infância e leitura. O bordado encantado (prêmio FNLIJ). Dia 25/5 – 10h Luís Milanesi Professor Titular da USP/Escola de Comunicações e Artes. Diretor da ECA entre 2005 e 2008. Implantou e dirigiu o Sistema de Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo entre 1983 e 1995. Criou e implantou o Mapa Cultural Paulista. É autor de O que é Biblioteca e A Casa da Invenção (entre outros). Dia 1/6 – 10h Cláudio de Moura e Castro Formado em Economia pela UFMG, mestre pela Universidade de Yale e doutor pela Universidade de Vanderbilt. No exterior, foi Chefe da Divisão de Políticas de Formação da OIT (Genebra), Economista Senior de Recursos Humanos do Banco Mundial, passando para o BID como Chefe da Divisão de Programas Sociais. Atualmente é Assessor Especial da Presidência do Grupo Positivo. Autor de mais de 35 livros e mais de trezentos artigos científicos, é articulista da Revista Veja. Dia 8/6 – 10h Antonio Miranda Bibliotecário graduado na Venezuela, com mestrado na Inglaterra e doutorado em comunicação pela ECA/USP. Poeta, escultor, ensaísta, foi o criador do sistema COMUT de intercâmbio de documentos da CAPES/MEC, ex-diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT/MCT e atual diretor da Biblioteca Nacional de Brasília, mantém uma site sobre ciência da informação e portal de poesia ibero-americano: www.antoniomiranda.com.br com mais de um milhão de visitas por ano. Biblioteca de São Paulo Parque da Juventude Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana – São Paulo (SP) Tel.: (11) 2089-0800 www.bibliotecadesaopaulo.org.br www.bibliotecadesaopaulo.blogspot.com As palestras são gratuitas, abertas a todos os interessados, com vagas limitadas à capacidade do auditório. As inscrições devem ser realizadas pelo e-mail: contato.spel@poiesis.org.br Extraído: http://ow.ly/1OnvT .

CINE CLUBE EM VINHEDO

Neste sábado o cineclube apresenta um filme nacional Eles não usam black tie – Drama (1981). Dia 22, às 16 horas. Um movimento grevista se inicia numa empresa. Um operário está preocupado com sua namorada, que engravidou, e eles decidem se casar. Para não perder o emprego, ele resolve furar a greve, que é liderada por seu pai, iniciando um conflito familiar que se estende às assembleias e piquetes. Onde: Sindicato dos Químicos Unificados Endereço: Rua José Matheus Sobrinho, 494, Centro, Vinhedo