Seguidores

sexta-feira, 4 de junho de 2010

EXEMPLO PORTUGUÊS A SER SEGUIDO

Aprovado regime de segurança social dos trabalhadores do espectáculo
Com a aprovação dos novos diplomas os profissionais das artes do espectáculo e do audiovisual passam a ter direito à atribuição de prestações sociais garantidas em casos como desemprego, doença, invalidez e velhice. No último dia 28 de Maio o Parlamento aprovou os projectos de lei do PS, BE e PCP que estabelecem o regime de segurança social dos trabalhadores das artes do espectáculo. Os projectos apresentados por estes partidos foram aprovados com os votos favoráveis do PS, BE, PCP, PEV e a abstenção do PSD e do CDS-PP. O Bloco de Esquerda apresentou três projecto: (i) o estabelecimento do regime de segurança social dos profissionais das artes e do espectáculo; (ii) o estabelecimento do regime especial de segurança social e de reinserção profissional para os bailarinos profissionais de bailado clássico ou contemporâneo; (iii) o estabelecimento do regime laboral e de certificação e qualificação dos profissionais das artes do espectáculo e do audiovisual. Desta forma o Bloco pretende que todos os profissionais das artes do espectáculo e do audiovisual, “independentemente do seu vínculo laboral, tenham direito à atribuição de prestações sociais, garantidas como direitos”, em caso de doença, parentalidade e adopção, riscos profissionais, desemprego, invalidez, velhice, morte e encargos familiares. Nos projectos apresentados pelo Bloco ainda estão contempladas situações de “pobreza, disfunção, marginalização e exclusão sociais, ausência e insuficiência de recursos económicos dos indivíduos e dos agregados familiares para satisfação das suas necessidades mínimas e para promoção da sua progressiva inserção social e profissional”. O Bloco alega ainda que a intermitência, aliada à desregulamentação do sector, tem levado à celebração de contratos de trabalho que habitualmente se limitam ao tempo que medeia a preparação e a concretização das respectivas produções e que a ausência de regulação tem gerado ma elevada precariedade, onde os falsos recibos verdes de prestação de serviços se generalizaram, assistindo-se, assim, à falta de responsabilidade social do empregador. Leia mais aqui: http://ow.ly/1U9Fy .

ENCONTRO DE TITÃS

Welles e Wells Por Bráulio Tavares Os nomes de H. G. Wells e Orson Welles estão ligados para sempre, em nossa memória cultural, pela adaptação radiofônica feita por Orson em 1938, com base no romance “The War of the Worlds”, publicado por H. G. em 1898. Como se sabe, a transmissão da invasão dos marcianos, em forma de noticiário, levou o pânico aos Estados Unidos e tornou Orson famoso da noite para o dia. As pessoas ligavam o rádio e ouviam alguns números musicais que eram bruscamente interrompidos para que locutores nervosos anunciassem o desembarque de naves alienígenas, a mortandade causada pelos seus “raios de calor” e as multidões em pânico pelo país afora. Somente esta última parte era verdadeira: houve pânico, acidentes, tentativas de suicídio, e a CBS, dona da emissora, teve que cortar um dobrado nos meses seguintes para enfrentar as dezenas de processos judiciais que sofreu. Orson ficou famoso e foi contratado por Hollywood, onde realizou “Cidadão Kane”. Em 1940, os dois autores dessa transmissão memorável se encontraram pessoalmente, durante uma turnê de conferências que H. G. Wells realizou na América do Norte. Em San Antonio (Texas), ele falou para a United States Brewers Association; por coincidência Orson estava na cidade para uma palestra, os dois foram apresentados, e no dia seguinte foram para a rádio local. No YouTube pode-se escutar um áudio de 7 minutos e meio do único encontro entre os dois. Leia a matéria na integra aqui: http://ow.ly/1U9q1 .

CADERNOS DE SARAMAGO

"Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
Momentos Há momentos assim na vida: descobre-se inesperadamente que a perfeição existe, que é também ela uma pequena esfera que viaja no tempo, vazia, transparente, luminosa, e que às vezes (raras vezes) vem na nossa direcção, rodeia-nos por breves instantes e continua para outras paragens e outras gentes. In Manual de Pintura e Caligrafia, Ed. Caminho, 6.ª ed., p. 291 (Selecção de Diego Mesa)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

COPIANDO E REPASSANDO

"Esta secção, tem como objetivo socializar através da leitura dos posts uma obra literária de vulto. Todo dia será postado um texto do livro a ser abordado. Quem tiver sugestões e queira colaborar, envie nome das obras ou as mesmas para este exercício de compartilhar arquivos e conhecidos. Endereço Eletrônico: revupoeta@yahoo.com.br ou revupoeta@gmail.com “.
A OBRA
O segundo livro desta secção é 111 AiS, do escritor Curitibano Dalton Trevisan. Trata-se de mais uma colêtanea de textos, micro contos, retirados de obras do autor: Ah é?, 234, e pico na veia. Dono de textos que em sua maioria tratam do cotidiano e de sua bela cidade natal, Dalton Trevisan, tem no curriculo obras do calibre de: Morte na Praça (1964), Cemitério de Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965), seu livro mais famoso.
TEXTO 67. Quebra na pia o elefante vermelho de louça e para beber – oh, não – rouba as moedinhas da filha.

CADERNOS DE SARAMAGO

"Publicarei sempre que possível um texto do mestre do realismo fantastico na literatura, o prêmio Nobel e comunista José Saramago. Os textos quase todos crônicas, são originalmente do blog do escritor, http://caderno.josesaramago.org/ ."
Educar para a paz
Resulta muito mais fácil educar os povos para a guerra do que para a paz. Para educar no espírito bélico basta apelar aos mais baixos instintos. Educar para a paz implica ensinar a reconhecer o outro, a escutar os seus argumentos, a entender as suas limitações, a negociar com ele, a chegar a acordos. Essa dificuldade explica que os pacifistas nunca contem com a força suficiente para ganhar… as guerras. “Israel vive às custas do Holocausto”, em Palestina existe!, Madrid, Foca, 2002 [Prólogo e edição de Javier Ortiz] [Entrevista de Javier Ortiz]

TEATRO PARA ALGUÉM E CRONÓPIOS

O projeto Teatro 1 1/2, uma parceria do Teatro para Alguém com o Cronópios, estréia nova peça dia 4 de junho, sexta-feira. A partir das 21h00 você pode acompanhar ao vivo a peça As mulheres gozam pelo ouvido, adaptação para teatro de poemas eróticos de Sylvio Back. O próprio Sylvio vem a São Paulo para acompanhar a transmissão ao vivo. Você poderá conversar com Sylvio Back, elenco e pessoal do Teatro para Alguém utilizando o Chat especialmente preparado. Participe!! Teatro para Alguém e Cronópios é mais uma parceria absurda de boa. Extraído: http://ow.ly/1TBJX .

UM LIVRO

Cronista de um tempo ruim - por Jéssica Balbino
Deveria ser de leitura obrigatória. No Ensino Fundamental, Médio, Vestibular e sequência. Deveria ser promocional "Compre meia dúzia de pães e ganhe o livro "Cronista de um tempo ruim". Arroz, feijão, farinha, macarrão e o livro"Cronista de um tempo ruim", estes são os principais produtos da cesta básica. Compre uma Mercedes ou uma Ferrari e ganhe o livro "Cronista de um tempo ruim". Calce um tênis nike e ganhe o livro "Cronista de um tempo ruim". Abrace a causa do câncer de mama e o Ferréz: compre a camiseta e leve o livro. Todos brasileiros, sejam da periferia ou não, deveriam ler este livro de bolso, de 123 páginas com histórias e contos incríveis.Um tempo ruim - o nosso tempo - é retratado por um homem que enxerga à frente desta realidade e também deste tempo. Por um homem que nasceu e sempre viveu na quebrada mas consegue enxergar os problemas e soluções desta vida tão miserável.O livro, em formato de bolso, pode ser adquirido pelo preço de uma refeição ou de duas cervejas e meia. Pode ser lido para sempre, passado de mão em mão, de escola em escola, pode ser trabalhado, interpretado, porque é vivido diariamente por milhões de brasileiros desse mundaréu de quebradas, vielas, periferias e córregos sujos. A visão de Ferréz para o cotidiano periférico é bem peculiar, e para os causadores dos problemas enfrentados pelo povo que é massacrado também. Ele diz sim à guerra contra os que merecem, e paz aos que precisam. Ele passar por restaurantes populares, chacinas diáiras na zona sul de São Paulo, falta de comida em casa, falta de comida na casa dos amigos, muitos destes que morrem e o abandonam no meio do caminho, vai pelo crime, pela rima, por uma biblioteca comunitária montada numa antiga boca de tráfico e por fim, passa pelos nossos corações, ora mesquinhos e materialistas, desejando um nike, uma roupa da moda, um computador, um DVD, um home theater, ora caridosos, cobrindo o mendigo que dorme na esquina, rezando por quem já se foi e agradecendo até mesmo a desgraça.Ele se arma com a caneta e dispara palavras. Não se importa quem vai machucar, mas temo que seja muito mais quem vive do lado de lá da ponte. No mais, o pequeno livro (que não vai mais sair do meu bolso e bolsa) é um lindo presente para a favela e para nosso intelecto. Ferréz, você é um cara fera !
Jéssica Balbino. Extraído: http://ow.ly/1TBkg .